Publicidade
Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 17º C

Dia dos Pais: a história do catarinense que doou um rim para salvar o pai

Ao ver o pai no tratamento desgastante da hemodiálise, Edson não teve dúvidas em fazer o transplante

Redação ND
Florianópolis
11/08/2017 às 14H09

Ailton tem 62 anos, mora em São Bento do Sul (SC) e desde que o filho Edson nasceu, há 40 anos, comemora o Dia dos Pais. Mas, a partir de 2011 a data ganhou um significado diferente, carregado de emoção. É que naquele ano o filho doou um rim para o transplante do pai. Desde então, a relação dos dois, que sempre foi próxima, se intensificou ainda mais.

O pai era caminhoneiro quando procurou a Fundação Pró-Rim, em Joinville, depois de sentir alguns sintomas e com um simples exame descobriu que os seus rins não funcionavam mais. Imediatamente parou de trabalhar e foi obrigado a fazer o tratamento de hemodiálise. Dois meses depois o filho se sensibilizou com a situação do pai e tomou a iniciativa de doar um rim para ele.

Edson e o pai Ailton, na época do transplante de rim - Divulgação/ND
Edson e o pai Ailton, na época do transplante de rim - Divulgação/ND



O transplante transcorreu bem e Ailton recuperou não só a função renal, mas também a motivação para viver. “A minha vida melhorou 100% depois do transplante. Agora posso beber água e me alimentar sem as restrições impostas a um paciente em hemodiálise. Além disso, estou liberado para viajar. Tudo isso graças ao meu filho amado”, explica.

Depois do transplante, ele voltou a trabalhar durante alguns dias na semana, não com o caminhão, mas dirigindo táxi. Ailton garante que se sente muito bem.  “Às vezes até esqueço que sou transplantado”, diz o motorista. Edson se emociona quando lembra das dificuldades que o pai enfrentou. “Quando olhei para o meu pai, fragilizado na máquina de hemodiálise, não pensei duas vezes ao compreender que eu poderia mudar a história da vida dele. Tudo isso também me fez um bem incalculável e me transformou em uma pessoa melhor. Penso que todo filho faria o mesmo que eu” acredita Edson, que também trabalha como motorista profissional.

No Dia dos Pais deste ano, Ailton e Edson, mais uma vez vão comemorar. “Nesta hora, a gente não consegue nem falar, até porque nenhuma palavra consegue expressar o que sentimos um pelo outro”, destaca o pai emocionado. O filho, por sua vez, se considera privilegiado por ter dado ao pai a chance de uma nova vida. “Nada melhor que o Dia dos Pais para a gente viver esse momento e ver que as nossas vidas estão interligadas pelo amor”, diz Edson. 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade