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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Deter exige que empresa de ônibus Paulotur volte às atividades em até 24 horas

Por causa da greve dos trabalhadores, estudantes não conseguiram chegar às unidades educacionais do Sul de Palhoça

Alessandra Oliveira
Florianópolis

O Deter (Departamento de Transportes e Terminais) notificou na manhã desta segunda-feira (13) a empresa de transportes coletivos Paulotur e determinou que a concessionária volte a oferecer seus serviços aos passageiros do Sul de Palhoça e da cidade de Garopaba, em até 24 horas. Mais de 150 alunos da Escola Estadual Maria Cardoso da Veiga, no bairro Enseada de Brito, não foram para a escola em razão da greve dos funcionários da Paulotur que começou nesta segunda.

Rosane Lima/Arquivo/ND
Com a greve dos ônibus, a rotina dos moradores do Sul de Palhoça está afetada

 

Os moradores dos bairros Guarda do Embaú, Pinheira, Albardão, Sertão do Campo, Maciambu, Praia de Fora e Enseada de Brito que dependem do transporte coletivo para seus deslocamentos estão prejudicados desde o começo da greve dos cobradores e motoristas da Paulotur. “Se a empresa não obedecer, vamos passar o serviço para outra concessionária que faça aquele eixo”, assegurou o presidente do Deter, Fúlvio Brasil Rosar Neto. Ele lembrou ainda que o diretor da Paulotur, Juarez Nienköter esteve no Deter de onde saiu com a notificação para retorno imediato às atividades da empresa.

 

Problema nas escolas

Dos 240 alunos matriculados no período matutino, na da Escola Estadual Maria Cardoso da Veiga, menos de cem compareceram à aula nesta segunda. “Acreditamos que a situação se repita durante a tarde”, disse a assistente pedagógica Maria Noeli de Almeida, ao ressaltar que alguns professores também não conseguiram chegar ao local de trabalho e que as aulas serão mantidas mesmo com a greve dos trabalhadores do transporte coletivo. A estudante Andrielli da Cunha, 15, acompanha a situação da greve pelo celular. Ela e a irmã, Meri Helllen, 10, ficarão em casa até o fim da paralisação. “Meu pai vai cedo para o trabalho, de carro. Ninguém pode nos levar a escola”, lamenta a jovem.

A Prefeitura de Palhoça estuda medidas para normalizar a situação. Uma das possibilidades é que a empresa Jotur cubra a lacuna deixada pela Paulotur durante a greve de seus funcionários. A paralisação se dá, segundo o Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano) por descumprimento de pontos acordados na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tais como o pagamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), além de outros direitos, como o correto depósito do vale alimentação.

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