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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Descaso com piso histórico da praça 15 é compensado com recolocação dos bustos

Floram promete ainda consertar piso com mosaicos de Hassis assim que o tempo melhorar

Elaine Stepanski
Florianópolis
Eduardo Valente/ND
Piso foi destruído com a queda de galhos durante poda de pinheiro


O processo de revitalização da centenária figueira da praça 15, no Centro de Florianópolis, chega ao fim na próxima segunda-feira com boas notícias e polêmicas. Durante o corte de dois terços de um pinheiro que estava contaminando a figueira, os galhos que caíram quebraram parte do piso de petit-pavé com desenhos de Hiedy de Assis Corrêa, o Hassis. Mas parece que o estrago de uma parte histórica da praça não incomoda quem deveria cuidar do patrimônio da cidade.

De acordo com a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) a equipe aguarda apenas o tempo melhorar para arrumar o piso destruído. A estrutura, segundo o órgão, não sofreu grandes danos e o trabalho é simples de ser executado. A prefeitura, por meio da assessoria de imprensa, garante que tem os desenhos originais para recuperar o piso.

Para a Fundação Hassis, é preciso avaliar os estragos. “A fundação precisa fazer uma avaliação para ver os danos causados, mas o piso é fácil de ser quebrado. Com o desenho refeito, a estrutura volta à normalidade, e também não traz grandes custos ao município”, afirma a responsável pelos projetos culturais da fundação, Denise Becker.

O mosaico de pedras portuguesas foi pintado pelo catarinense Hassis em 1965, com desenhos específicos para a pavimentação da praça 15. O artista deixou marcas do folclore ilhéu em toda extensão da praça. Em 2014, o piso foi tombado como patrimônio histórico, e agora parte dele, está danificada.

Já as boas notícias vão além da revitalização da figueira, que será entregue simbolicamente à população na próxima segunda-feira. Neste sábado, os bustos do poeta Cruz e Sousa, do pintor Victor Meirelles e do jornalista José Boiteux retornam à praça 15. Com material mais resistente para evitar novos furtos, as obras foram confeccionadas pelos escultores Sérgio Coirolo e Plínio Verani, após as originais serem furtadas em agosto de 2013.

 

 

 

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