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Desarticulada quadrilha que explodiu 18 bancos em quatro meses no Paraná e Santa Catarina

Nove suspeitos estão presos; o último integrante do banco foi capturado nesta quarta-feira em Balneário Camboriú onde os policiais apreenderam 60 quilos de explosivos

Colombo de Souza
Florianópolis
02/08/2017 às 19H02

Uma quadrilha extremamente violenta que explodiu 18 bancos em quatro meses nos estados do Paraná e Santa Catarina foi desarticulada pelas forças estaduais dos dois Estados. Em três ações, o bando entrou em confronto armado com a polícia nas cidades paranaense de Quitandinha e Janiopólis; e em Santa Catarina, em Canoinhas, Norte do Estado. 

O grupo era bem articulado e usava armas de grosso calibre na contenção: fuzis Ak- 47, Colt 556 e outras armas longas, além de dinamite. Segundo a policia, os criminosos vinham sendo investigados desde fevereiro. Ao longo desde período foram presos nove suspeitos. O último integrante foi encontrado nesta quarta-feira (2) em Balneário Camboriú, onde a polícia apreendeu mais 60 quilos de dinamite.

Coletiva apresentou os resultados da investigação que já prendeu nove pessoas - Marco Santiago/ND
Coletiva apresentou os resultados da investigação que já prendeu nove pessoas - Marco Santiago/ND



De acordo com o coordenador geral do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) promotor de Justiça Alexandre Graziotin os criminosos são paranaenses e catarinenses. Ele não revelou os nomes dos bandidos, mas comentou que na quadrilha existe duas lideranças em cada um dos Estados.

O secretário da SSP (Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina), César Grubba, ressaltou a importância da integração entres as secretarias estaduais de segurança pública de Santa Catarina e do Paraná  no compartilhamento de informações que possibilitaram a prisão de bando de forma inteligente, sem mortes nos confrontos.  

O coordenador regional do Gaeco de Joinville, o promotor Assis Kretzer lembrou que o começo da investigação aconteceu na cidade de Irineópolis, no Norte do Estado, após a explosão do Banco do Brasil, no dia 8 de fevereiro. Um minucioso levantamento feito pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e pelo Ministério Público de Irineópolis revelou a capilaridade do esquema criminoso. O Gaeco regional de Joinville foi acionado e logo em seguida recebeu o reforço do Gaeco Estadual, dos comandos da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.

Foram apreendidos dezenas de explosivos durante a operação - MPSC/Divulgação
Foram apreendidos dezenas de explosivos durante a operação - MPSC/Divulgação



Grubba comentou que esta não é a única quadrilha que atua em Santa Catarina. “Temos informações de outros grupos organizados que se intercalam de acordo com a necessidade criminosa: aquisição de carro veloz, arma de grosso calibre e apoio logístico." Entretanto,  afirmou que após a desarticulação do bando que sitiava cidades com pouco efetivo para atacar bancos, o número de explosões diminuiu sensivelmente em Santa Catarina.

Durante os quatro meses de investigação foram 16 pessoas foram presas. Deste total, nove  participaram diretamente nas ações criminosas, comentou Graziotin. “Durante o período de monitoramento apreendemos armas, com destaque para um fuzil israelense 7.62, quatro fuzis 5,56, uma espingarda calibre 12, cinco pistolas de calibre 9mm e .40, 75 quilos de explosivo e mais de 2.000 munições de diversos calibres”, afirmou Graziotin.

Os inquéritos policiais serão instaurados, individualmente, nas cidades onde o bando agiu. O secretário da SSP/SC César Grubba disse que o próximo passo será investigar o destino dos bens dos criminosos e os valores roubados. A apuração será realizada pelo laboratório de lavagem de dinheiro, sediado no Departamento Estadual de Investigações Criminais, em Florianópolis.

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