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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Deputados querem os nomes dos aposentados por invalidez da Assembleia

Aposentados da Assembleia. Iprev terá 24 horas para remeter os casos irregulares

Marcelo Tolentino
Florianópolis
Fernando Mendes/Arquivo/ND
Presidente do Iprev, Adriano Zanotto, durante apresentação dos relatórios das perícias médicas

Apontadas irregularidades em 109 aposentadorias por invalidez da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, Gelson Merísio  (PSD), quer agora a relação nominal dos aposentados para tomar as medidas administrativas, como corte preventivo dos benefícios.
Merísio enviou ontem ofício ao Iprev (Instituto de Previdência de Santa Catarina) dando prazo de 24 horas para remeter a relação dos nomes, inclusive dos 13 que apresentaram plena saúde e capacidade laboral. “Quero nome e CPF. Vou cortar preventivamente o benefício de todos que não comprovaram doença à Junta Médica”, garantiu ele. Mais da metade dos casos com indício de irregularidade concentra-se no ano de 1982.
Hoje, a Assembleia gasta, por mês, cerca de R$ 1,5 milhão com as 207 aposentadorias por invalidez, são quase R$ 20 milhões por ano. Em entrevista exclusiva ao Notícias do Dia (páginas 8 a 10), o governador Raimundo Colombo (PSD) também defendeu o corte imediato dos benefícios, ao receber o relatório do presidente do Iprev, Adriano Zanotto. “Não quero saber de nomes, faça o correto. Faça o que tiver que fazer. O que é isso gente?  Com R$ 30 mil você atende uma comunidade inteira que está sem água por causa da chuva”, disse ele.
O Iprev divulgou o relatório final das perícias na segunda-feira e abriu procedimento administrativo para apurar as supostas irregularidades.
O deputado Jailson Lima (PT) também já fez pedido de informações ao Iprev. Além do nome dos 109 servidores que tiveram indícios de irregularidades apontadas, quer a relação dos médicos que teriam cometido crimes como falsidade ideológica. O relatório final das perícias apontou cinco assinaturas diferentes do mesmo médico. 
O petista pretende encaminhar os nomes para investigação do CRM (Conselho Regional de Medicina). “Se o mesmo médico que deu o atestado participou da perícia isso também é grave”, avaliou ele, que é médico do trabalho. Hoje, ele vai ao Iprev e pretende olhar laudo por lado. O deputado ficou revoltado com o fato de não ter sido convidado para a coletiva de segunda-feira.
“O presidente da Casa foi convidado, mas quem levantou o assunto fui eu, que, como deputado, preciso ter acesso aos dados. Irei ler processo por processo. Como fica o rombo aos cofres públicos com esse pessoal que estava bem e não trabalhava. Só recebia o benefício? questionou o parlamentar.

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