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Depois de receber tratamento, 13 pinguins são soltos em praia de Florianópolis; assista

Os animais chegaram às praias catarinenses debilitados e receberam os cuidados da equipe do Cetas, no Parque do Rio Vermelho

Redação ND com informações da repórter Dariele Gomes
Florianópolis
24/08/2017 às 14H06

Todos os anos pinguins vem ao litoral catarinense, trazidos da Patagônia por correntes marítimas. Muitos deles chegam doentes e, por isso, precisam passar por um período de reabilitação no Parque Estadual do Rio Vermelho, no Norte da Ilha, em Florianópolis. Só depois de recuperados, eles podem voltar para o seu habitat natural. E, nesta quinta-feira (24), foi a vez de um grupo de 13 animais voltar para o mar, na Ponta das Aranhas, praia do Moçambique. Agora, restam 16 pinguins em tratamento no Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres)

Animais foram tratados no Cetas, em Florianópolis - Daniel Queiroz/ND
Animais foram tratados no Cetas, em Florianópolis - Daniel Queiroz/ND



O momento foi de aplausos e de muita cautela. Cada passo em direção ao mar foi comemorado pelos profissionais da Fatma (Fundação do Meio Ambeinte), R3 Animal e Polícia Ambiental.  Os 13 pinguins (dois adultos e 11 juvenis) receberam um microchip, colocado embaixo da pele, para que sejam monitorados a partir de agora. Antes de voltarem para o mar, eles passaram por uma bateria de exames, entre eles, de sangue e teste de impermeabilização, tudo para garantir que estão com a saúde em dia e que vão conseguir sobreviver no oceano.  “O pinguim que estava há mais tempo em reabilitação era um que chegou no começo deste ano, em janeiro. Os demais chegaram aqui em julho. Agora estão todos saudáveis para voltar ao mar”, comenta a coordenadora da R3 Animal, Cristiane Kolesnikovas.

Para poder voltar para o mar, os pinguins precisam pesar entre 3kg e 4kg. “A temperatura ideal deles é entre 40°C a 42°C. Quando eles chegam aqui, geralmente estão febris e com pouco peso, consequência do desgaste físico. Além de cuidar da saúde em geral, os alimentamos com peixes para que atinjam o peso. Eles sempre são soltos em grupos, pois sobrevivem de forma coletiva, geralmente guiados por um deles”, explica Cristiane.

O biólogo Daniel de Araújo Costa, responsável pelo parque, comemora a ação e diz que o trabalho de reabilitação envolve o trabalho de muitas pessoas. “Os pinguins chegam aqui bem debilitados. Vê-los voltando para o seu habitat é gratificante e nos motiva a continuar o trabalho. É uma questão de conscientização, de exemplo, que reabilitamos um pequeno grupo, mas que faz a diferença para a natureza. Se cada um fizer um pouco em relação ao nosso meio ambiente, estaremos muito bem encaminhados”, enfatiza.

Se alguém encontrar um pinguim na praia deve acionar a Polícia Militar Ambiental pelo telefone (48) 3665-4487.

Assista ao vídeo da soltura

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