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Ex-PM é interrogado sobre a morte do surfista Ricardinho, em Palhoça

Começa o segundo dia do julgamento. Luís Mota Brentano é acusado de matar o surfista com dois tiros de pistola em janeiro de 2015

Redação ND
Palhoça
16/12/2016 às 10H58

Foi retomado às 9h desta sexta-feira (16) o júri popular sobre a morte de Ricardo dos Santos, o Ricardinho, que aconteceu em janeiro de 2015 na Guarda do Embaú, em Palhoça. O depoimento do ex-policial militar Luís Mota Brentano, que atirou contra o surfista, começou às 10h10. O julgamento deverá seguir durante o dia e o resultado deverá ser conhecido no final da tarde, após debate entre o Ministério Público e defesa.

>>  Júri popular ouve testemunhas sobre a morte do surfista Ricardinho

O depoimento do ex-policial Luís Mota Brentano começou às 10h10, em Palhoça - Letícia Mathias/ND
O depoimento do ex-policial Luís Mota Brentano começou às 10h10, em Palhoça - Letícia Mathias/ND



Por volta das 8h30 desta sexta-feira, a ex-namorada de Ricardinho, Karol Esser, já aguardava o início do segundo dia de julgamento ao lado de uma tia do surfista. Elas disseram que foi cansativo e dolorido relembrar tudo e ver os familiares sofrendo, mas acreditam que tudo está se se encaminhando para o que todos esperam, justiça.

Antes do interrogatório de Brentano, o corpo de jurados reviu um vídeo com o depoimento do avô de Ricardinho, gravado durante uma das fases do processo, e leram o depoimento de Carolina Brentano Pacheco, prima do ex-soldado, que foi ouvida por meio de carta precatória, em Porto Alegre. Ela esteve com Bentrano na noite anterior ao crime e estavam hospedados na mesma casa. Ela presenciou, inclusive, a chegada dos policiais pra prender o  ex-policial.  

Primeiro dia

Nesta quinta-feira (15), foram ouvidas testemunhas de defesa e de acusação. O depoimento mais emocionado no primeiro dia de julgamento foi o da mãe de Ricardinho, que relembrou os últimos momentos do surfista, já baledo. “Meu filho estendido no chão e ferido pelos dois tiros pedia água, dizia que estava com a boca seca. Mas os bombeiros falaram que ele não podia. Ele foi levado de helicóptero para o hospital e eu não pude dar água para o meu filho”, disse, emocionada.

A presença de um suposto facão no dia do crime também foi bastante discutida nos depoimentos desta quinta-feira.  As únicas pessoas que teriam citado o facão foram Brentano e seu irmão.  A informação de que um casal de hippies teria visto Ricardinho com um facão foi levada pelo tenente PM Ricardo Hermes ao delegado Marcelo Arruda cinco dias após ele ter iniciado o inquérito. No depoimento que prestou nesta quinta-feira, o delegado disse que tentou localizar o casal, mas não obteve êxito. Já no final da noite, os dois hippies compareceram ao julgamento e deram seu depoimento, logo depois do irmão de Bentrano, que estava no dia do crime. 

Contradição

Para o promotor Alexandre Muniz, as provas da primeira fase ficaram ainda mais claras no plenário. Em sua opinião, o depoimento dos hippies teve muita contradição, o que comprova a inexistência do facão que sustenta a hipóstese de legítima defesa, argumentada por Bentrano.  O promotor ainda pediu para a juíza a permanência dos hippies no plenário e ela deferiu. Portanto, eles deverão se apresentar novamente nesta sexta-feira e ficar isolados em uma sala durante o dia. Serão apresentados de novo no final do julgamento para que o júri decida se houve ou não falso testemunho. 

“A contradição (nos depoimentos dos hippies) é algo que foi apontado pela acusação, o que me parece mais um ato de desespero, de alguém que não tem provas e que quer a qualquer custo condenar uma pessoa injustamente”, contesta Leandro Gornicki Nunes, um adovogados que defendem o ex-policial. 

Um tio do Ricardinho que depôs na manhã de ontem não tinha sido dispensado porque a defesa queria fazer uma acariação entre ele e o delegado da civil, Marcelo Arruda, que conduziu as investigações do caso e o inquérito. No entanto, a defesa desistiu e esse tio foi liberado ontem mesmo

* Com informações da repórter Letícia Mathias

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