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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Delegado de Imbituba deve terminar até sexta-feira inquérito sobre morte de menino indígena

Vítima tinha apenas dois anos e comia ao lado da mãe. Acusado diz que foi orientado por uma religião a cometer o crime

Colombo de Souza
Florianópolis

O delegado de Imbituba, Raphael Giordani, aguarda laudos técnicos para concluir o inquérito sobre o assassinato do índio de dois anos, morto nas imediações da rodoviária de Imbituba, por volta das 11h43, do dia 30 de dezembro. O acusado de cometer o crime, Matheus D’ Avila Silveira, 23 anos, continua preso.

Divulgação/ND
Câmeras de segurança captaram o momento do crime

 

Nesta terça-feira (19) o delegado receberá o laudo da necropsia. Giordani aguarda ainda informações sobre as últimas ligações telefônicas que o acusado recebeu antes de cometer o crime e o laudo das imagens captadas das câmeras da rodoviária. A intenção do policial é comparar as roupas que o suspeito vestia com as que aparecem nas câmeras.

Giordani quer organizar o inquérito para o Ministério Público ter provas suficientes quando oferecer a denúncia. Giordani acredita que até a próxima sexta-feira (19) entregará o documento no fórum. Na opinião do delegado, o crime teria sido premeditado.  

No depoimento que prestou à polícia, Matheus disse que matou a criança por “influências de uma religião. Pois só assim ele poderia alcançar seus anseios profissionais e ser aceito perante a sociedade”.  A criança comia arroz ao lado da mãe, quando foi atingida por um golpe de estilete na garganta.  

Matheus chegou na rodoviária de Imbituba por volta das 11h. Ele foi visto andando de um lado para o outro, com uma mochila nas costas.  Depois, atravessou a rua e foi em direção à indígena que alimentava o filho. Na opinião do delegado, a confissão do acusado usando a religião pode ser estratégia da defesa. “Ele não tinha histórico de que pertencia alguma seita”, afirmou o delegado. 

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