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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Deic suspeita de relação entre furto de 109 quilos de dinamite em São José e explosões em bancos

Carga foi levada do paiol de uma empresa de detonação em maio. Logo em seguida, aumentaram os arrombamentos de caixas eletrônicos no Estado

Colombo de Souza
Florianópolis

A Polícia Civil investiga a possibilidade de as explosões a caixas eletrônicos, que vem ocorrendo no interior do Estado desde o mês passado, estejam relacionadas ao furto de 109 quilos de dinamite levados do paiol de uma empresa de detonação, no bairro Forquilhinhas, em São José, no fim de maio.

PM/Divulgação/ND
No mês passado, ocorreram dois casos no mesmo dia em Irani


Mais um arrombamento a caixa eletrônico ocorreu neste fim de semana, quando uma quadrilha fortemente armada invadiu a fábrica da Tigre, na zona Norte de Joinville, e – após render um dos vigilantes – preparou a dinamite para mandar para os ares o autoatendimento usado pelos funcionários da empresa. Depois da explosão, perto das 4h de sábado, os alarmes soaram e os criminosos fugiram sem levar nada.

Em outras ações, os suspeitos obtiveram êxito. No dia 14 de junho, ocorreram explosões nos caixas eletrônicos do Banco do Brasil e Santander em Irani, no Oeste do Estado. Dez dias depois, os criminosos mandaram para os ares um autoatendimento do Banco do Brasil em São Cristóvão do Sul, na Serra. E no dia 1o de julho os criminosos também explodiram a agência do Banco do Brasil de Treviso, no Sul do Estado.

O titular da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), Akira Sato, informou que a especializada investiga a relação entre o furto do artefato com as explosões. Pelas investigações da Deic, segundo Akira, são várias quadrilhas atuando. Ele ressaltou que entre 2013 e 2014 a polícia desarticulou grupos organizados que usavam fuzil e dinamite. “No confronto, alguns criminosos foram mortos, e outros, capturados. Talvez estas quadrilhas sejam remanescentes”, comentou.

Exército não recolheu, ladrões aproveitaram

Os 109 quilos de dinamite foram furtados logo após a morte do proprietário, em acidente de trânsito. O delegado que investiga o caso, Anselmo Cruz, disse que a viúva pediu para o Exército recolher o artefato, mas a solicitação não foi aceita e os ladrões aproveitaram a oportunidade para levar a carga de explosivo.

De acordo com o delegado, as investigações ainda não confirmam se o artefato furtado está sendo usado nas explosões a banco. Ele ressaltou que a dinamite pode ter sido comercializada no mercado negro. “Pedreiras clandestinas podem ter comprado a carga para trabalhar. Mas também não está descartado o uso da dinamite em explosões a caixa eletrônico”.

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