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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Deic indicia todos os vereadores de Tijucas por peculato e falsidade ideológica

Políticos são acusados de receber diárias, entre 2013 e 2015, por cursos não realizados; mais 27 câmaras de vereadores serão investigadas

Colombo de Souza
Florianópolis

O delegado da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), Walter Watanabe, finalizou o inquérito que apura irregularidades na Câmara de Vereadores de Tijucas, onde políticos e servidores são acusados pelos crimes de peculato, associação criminosa, falsidade ideológica, concussão e fraude processual majorada. Segundo o delegado, outras 27 câmaras de vereadores serão investigadas.

Divulgação/Vip Social/ND
Legenda

 

Watanabe, lotado na Divisão de Crimes contra o Patrimônio Público, não revelou o nome dos municípios, mas afirmou que eles surgiram durante a investigação em Tijucas. No inquérito, foram investigados vereadores e servidores que estavam associados criminalmente com donos de cursos em Curitiba (PR), em um esquema de recebimento de diárias em cursos que não eram realizados.

Na atual legislatura 2013/2015, foram desviados dos cofres públicos a quantia de R$ 544.540 mil, referente a pagamento de diárias, bem como de inscrições em cursos dos envolvidos.

Todos os 13 vereadores e 26 suspeitos, entre funcionários públicos e comissionados da Câmara de Tijucas, foram indiciados em crimes de peculato, associação criminosa e falsidade ideológica. Os quatro donos da empresa que oferecia o suposto curso de “atividades legislativa municipal” também foram indiciados nos mesmos crimes praticados, com o agravante de concussão e  fraude processual. Durante as investigações, três vereadores e os quatros empresários paranaenses ficaram quatro dias detidos na carceragem da Deic.

O advogado de doze vereadores, Márcio Rosa, disse que ainda não teve acesso ao relatório do inquérito policial e que, quando estiver com o documento, irá ministrar uma coletiva para contrapor os argumentos do delegado Watanabe. “Quero dizer que os valores apresentados pelo delegado estão incorretos e que o curso existiu, sim”.

Watanabe lembrou que a investigação iniciou em abril de 2013, quando foi constatada uma transferência irregular de valores para a conta bancária de um servidor. A partir desta constatação, a Deic deflagrou a Operação Iceberg. O delegado afirmou que tem provas contundentes que atestam a falcatrua.  Ele ainda ressaltou que a empresa fornecia certificado sem o interessado frequentar as aulas ou palestras.

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