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Defesa Civil Nacional reconhece situação de emergência por chuva em Florianópolis

Secretário Renato Newton Ramlow aguarda o plano de trabalho elaborado pela Defesa Civil municipal, para determinar o valor total que será liberado

Michael Gonçalves
Florianópolis
22/01/2018 às 23H00

A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu nesta segunda-feira (22) a situação de emergência e, assim, Florianópolis está habilitada a receber recursos federais. Os prejuízos ultrapassam os R$ 54 milhões. Segundo a Defesa Civil da Capital, o volume de precipitação chegou aos 155 mm em um período de seis horas e, de acordo com a Epagri/Ciram, o acumulado do mês de janeiro chegou aos 571,20 mm, quando a média histórica oscila entre 150 mm e 190 mm.

O secretário Nacional de Defesa Civil, coronel Renato Newton Ramlow, afirmou que aguarda o plano de trabalho, que é produzido pela Defesa Civil do município, para que os técnicos da secretaria possam determinar o valor que será liberado. “Meu técnicos estão de sobreaviso aguardando o plano de trabalho. O objetivo é liberar o quanto antes o auxílio resposta para que o município realize obras emergenciais. Posteriormente, existem outros tipos de recursos para a reconstrução, que não tem a mesma pressa. O reconhecimento também possibilita a liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para as vítimas desse fenômeno”, esclareceu o secretário.

Na quarta-feira, o secretário tem uma audiência marcada com o prefeito Gean Loureiro e o senador Dário Berger, ambos do PMDB. No vendaval de dezembro de 2016, Florianópolis recebeu R$ 2,2 milhões. Na ressaca marítima de 2017, a cidade voltou a receber quase R$ 1 milhão em recursos federais.

Expectativa

Com o reconhecimento da situação de emergência, o diretor da Defesa Civil de Florianópolis, Luiz Eduardo Machado, acredita que os recursos federais serão conhecidos até o fim de semana. “Estamos montando um plano de trabalho para solicitar recursos para a reconstrução de ruas, muros, drenagens e canalizações.

Até quarta-feira o prefeito Gean Loureiro pretende fazer uma visita técnica a Brasília (DF) para saber os valores que teremos à disposição”, explicou. Na quinta-feira (11), o Governo do Estado também já havia confirmado a liberação de R$ 3 milhões para o auxílio com as obras de recuperação.

Prejuízos no Sul da Ilha

A artista plástica Simone Viquetti, 42, não segurou as lágrimas após mais um período de chuva torrencial no fim da noite de domingo (21) e na madrugada de segunda-feira (22) na comunidade da Costa de Dentro, no extremo Sul da Ilha, em Florianópolis, que inundou dezenas de imóveis.

Servidão Luiz Marçal Oda, na Armação, em Florianópolis, ficou alagada após a forte chuva - Daniel Queiroz/ ND
Servidão Luiz Marçal Oda, na Armação, em Florianópolis, ficou alagada após a forte chuva - Daniel Queiroz/ ND


Foram registrados alagamentos nos bairros Campeche, Armação, Pântano do Sul, Açores, Costa de Dentro e Rio Vermelho. “Meu genro estava trabalhando e fiquei sozinha com a minha filha Juliana e com os dois netos. Colocamos as crianças no andar superior e começamos a levantar os móveis, mas foi tudo muito rápido e só conseguimos salvar alguns eletrodomésticos. O problema é com a construção de um condomínio ao lado, que fechou a galeria pluvial”, lamentou Simone.

Os moradores da Ilha de Santa Catarina sofrem com a enxurrada desde o dia 9 de janeiro. Segundo a Defesa Civil, mais de 150 ruas foram danificadas e sete pontes foram destruídas. Duas pessoas morreram em Florianópolis e 18 ficaram feridas desde o início do período chuvoso, que também deixou centenas de desalojados e dezenas de desabrigados.

Simone (à dir.) e Juliana só conseguiram salvar os eletrodomésticos - Daniel Queiroz/ ND
Simone (à dir.) e Juliana só conseguiram salvar os eletrodomésticos - Daniel Queiroz/ ND


 

Tempo seco a partir de sábado

O meteorologista Erikson de Oliveira, da Epagri/Ciram, informou que as pancadas de chuva devem continuar nesta terça-feira (23), porque o tempo deve ficar mais seco somente no fim de semana. Ele afirmou que o verão é uma estação chuvosa, mas explicou o motivo de tanta precipitação.

“É bem difícil saber o porquê de tanta chuva somente em determinadas regiões da cidade, mas nesta época o transporte de umidade que atingia mais a região Sudeste, atualmente, está mais intensa aqui no Estado. Tanto que a região mais afetada de Santa Catarina é a Leste e o litoral Norte”, afirmou.

Erikson disse que a terça será um pouco mais quente com a abertura do sol pela manhã, com a possibilidade de pancadas de chuva no período da tarde. Uma frente fria chega na noite de quarta e o tempo deve ficar mais seco no fim de semana.

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