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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Decreto municipal regulamenta serviço de transporte adaptado em Florianópolis

Empresas públicas e privadas agora podem prestar o serviço para pessoas com necessidades especiais

Letícia Mathias
Florianópolis
Marco Santiago/ND
O arquivista Patrick Martins aprovou o veículo adaptado com elevador

 

Os portadores de necessidades especiais de Florianópolis agora tem uma nova opção de transporte regulamentada pela prefeitura. O decreto assinado nesta quinta-feira (30) pelo prefeito permitirá que empresas públicas e privadas possam realizar serviço de transporte adaptado para deficientes, semelhante ao dos veículos executivos. O cliente combina o trajeto e preço da corrida previamente, não há uma tarifa defina pela prefeitura. Podem prestar o serviço carros, micro-ônibus, ônibus, camioneta ou utilitários adaptados.

Com a nova regulamentação, além da placa, muda também a interação com a prefeitura que agora pode firmar convênios e negociar subsídios com entidades públicas e privadas. Hoje, além da Aflodef (Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos) que auxilia no transporte de deficientes, há apenas uma empresa que realiza o serviço na cidade. A intenção, de acordo com o secretário municipal de transportes, Marcelo Roberto da Silva, é divulgar para que outras pessoas tenham interesse em prestar este serviço.

Antes da regulamentação os cadeirantes, por exemplo, não tinham outra opção oficial na cidade além do transporte coletivo, que segundo a prefeitura tem 175 veículos, cerca de 40% da frota, adaptado com elevadores.  Para José Roberto Leal, presidente da Aflodef o decreto representa um sonho realizado. “Muitas pessoas ficam presas na própria residência por falta de alternativa de locomoção, 70% daqueles que frequentam a Aflodef moram em áreas de risco, morros e lugares onde o acesso do ônibus é difícil. É um novo passo para a nossa inclusão e independência”, festejou.

Serviço aprovado pelos cadeirantes

O arquivista Patrick Martins, 31, que é cadeirante, ficou feliz com a nova regra e experimentou pela primeira vez um transporte executivo adaptado. Antes havia andado apenas em carros sem elevador, em que precisa sair da cadeira ou subir por uma rampa improvisada. No carro adaptado com as rodas travadas e os cintos de segurança ele afirmou se sentir seguro e mais confortável. “É muito mais prático, consigo entrar e sair sem nenhuma dificuldade. A regulamentação traz segurança, resolve muitos problemas e atende nossos direitos de mobilidade”, destacou Martins.

Rose Vargas, por enquanto única prestadora do serviço na cidade, é assistente social e teve a ideia há pouco mais de um ano quando percebeu a dificuldade de locomoção em uma pessoa idosa da família. Desde o início ela buscou alternativas para regularizar o serviço, entrou com diversos pedidos na secretaria de transportes, mas só agora poderá ter seu serviço reconhecido.

A assistente social investiu quase R$40 mil no veículo para adaptá-lo. “Foi uma busca exaustiva por este momento, é gratificante. Ainda não tive retorno financeiro e tem mês que o serviço não se paga, mas sei que é necessário. Agora com a possibilidade de parceiras com órgãos públicos tenho mais credibilidade e acredito que irá melhorar a qualidade do serviço”, afirmou Rose.

Segundo o secretário de transportes a intenção é expandir ainda mais as questões de acessibilidade no transporte da cidade. Um projeto idealizado pela prefeitura que pretende criar o serviço de táxi adaptado tramita na Câmara desde o início do ano para que os portadores de necessidades especiais tambpem tenham acesso ao serviço municipal.

Fique por dentro

  • Quem quiser prestar o serviço de transporte na Capital deve entrar com um pedido no Pró-cidadão, mais informações na ouvidoria prefeitura pelo telefone (48) 3324-1517.
  • O serviço de transporte adaptado, prestado pela assistente social Rose Vargas, funciona 24 horas incluindo fins de semana e feriados. Preço e trajeto são combinados previamente. Informações: (48) 9618-7060 ou pelo site www.transporteadaptado.com.br
  • Aflodef - rua General Bittencourt, 144, Centro, Florianópolis, tel. (48) 3228-3232. www.aflodef.org.br
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