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Decod desarticula quadrilha em Florianópolis que enviava drogas para o Rio de Janeiro

Um dos líderes, Maycon César Passos da Silva, foi capturado em uma mega operação que contou com a participação de 106 policiais civis. O quartel general do grupo funcionava no bairro Monte Cristo

Colombo de Souza
Florianópolis
13/04/2018 às 09H34

Policiais da Decod (Delegacia de Combate às Drogas) em Florianópolis desarticularam uma quadrilha que enviava drogas pelo correio para consumidores do Rio de Janeiro. Segundo os agentes, o quartel general da gangue funciona num residencial do bairro Monte Cristo, no Continente.

Policiais apreenderam celulares com vídeos mostrando a fabricação de ecstasy a partir do MDMA - Polícia Civil/Divulgação/ND
Policiais apreenderam celulares com vídeos mostrando a fabricação de ecstasy a partir do MDMA - Polícia Civil/Divulgação/ND


Um dos líderes do grupo, Maycon César Passos da Silva foi capturado na quinta-feira (12) em uma mega operação que contou com a movimentação de 106 policiais civis. Outros dezesseis integrantes do grupo, incluindo quatro adolescentes, também foram capturados.

O delegado da Decod, Attílio Guaspari Filho, comentou que os traficantes usavam  menores de idade no tráfico porque os adolescentes são inimputáveis. Dificilmente ficam presos quando são flagrados. “Mas nesta investigação mostramos o grau de periculosidade, exibindo fotos empunhando fuzis em redes sociais. Comprovamos também o envolvimento destes adolescentes no crime organizado. Diante de tudo isto, o juiz da Vara da Infância e Juventude ficou sensibilizado com nosso pedido e decretou a internação dos quatro menores”, afirmou o delegado.

Attílio contou que a investigação iniciou em novembro do ano passado quando um menor foi detido em uma agência dos correios tentando despachar para o Rio de Janeiro 6kg de maconha. “Tomei o depoimento do garoto e passamos a investigar a movimentação de suspeitos que mostravam no Instagram como confeccionavam drogas sintéticas”.

Nos celulares apreendidos pelos policiais aparecerem fotos e vídeos de "traficantes mirins" fabricando ecstasy a partir do MDMA (princípio ativo do sintético). Eles viralizavam nas redes sociais e convidavam  interessados a entrar em contato por meio de mensagens eletrônicas privadas. Com exceção dos adolescentes, os demais integrantes da quadrilha, com prisão temporária de 40 dias, foram indiciados por crime organizado.

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