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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Decisão de Angelina Jolie de retirar seios para evitar câncer gera polêmica

A atitude mais comum para quem quer evitar o problema é fazer autoexames regularmente e exames de imagens

Maurício Frighetto
Florianópolis
Reprodução/Sony Pictures
Angelina Jolie
Angelina Jolie contou que sua mãe lutou contra a doença

 

Retirar os seios por causa do risco de desenvolver câncer de mama, como fez a atriz norte-americana Angelina Jolie, 37 anos, é uma opção. Mas, pelo menos no Brasil, é raro isso acontecer. “É um tema controverso. Mas é uma alternativa”, explicou o oncologista Lucas Van de Sande Oliveira, de Florianópolis.

Ontem, a atriz foi o assunto principal em todo o mundo, porque anunciou ter feito uma mastectomia dupla (retirada dos seios) para reduzir suas chances de desenvolver câncer de mama e de ovário. Por meio de um exame de sangue, os médicos detectaram que ela tinha mutação no gene BRCA1, que combate as possíveis células cancerígenas.

Mesmo assim, a atriz teria outra opção. “Ela poderia fazer o acompanhamento e, caso fosse detectado alguma alteração em estágio precoce, então faria a mastectomia”, explicou Oliveira.

Mesmo porque há dois tipos de câncer de mama: os esporádicos e o genético. E a grande maioria dos casos são os esporádicos.

Uma das dificuldades para fazer o exame, que não é coberto pelo SUS (Sistema Único de Saúde), é o valor. Ele custa em torno de R$ 11 mil. A atitude mais comum para quem quer evitar o problema, aponta o oncologista, é fazer autoexames regularmente e, principalmente, exames de imagens (ressonância de mama e mamografia).

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o primeiro entre mulheres. Raro antes dos 35 anos, sua incidência cresce progressivamente após essa faixa etária.

Angelina, em artigo publicado no The New York Times, contou que sua mãe lutou contra o câncer. A atriz disse que não queria que acontecesse a mesma coisa com seus cinco filhos. “Minha mãe lutou contra o câncer por quase uma década e morreu ao 56 anos. Ela aguentou firme até conhecer sua primeira neta e segurá-la nos braços. Mas meus outros filhos nunca terão a chance de conhecê-la e descobrir o quão amorosa e graciosa ela era”.

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