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De saída da Celesc, Cleverson Siewert defende gestão pública da estatal

A saída de presidente coincide com uma das operações financeiras mais exitosas da Celesc, um negócio que pode chegar à casa dos R$ 600 milhões

Fabio Bispo
Florianópolis
08/11/2018 às 22H05

Nos últimos cinco anos a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) viveu uma revolução. Foram R$ 300 milhões em investimento neste período, gerando um crescimento de 30% na dis­tribuição de energia. O feito colocou a estatal na segunda posição do ranking nacional das empresas de energia, e também despertou interesse no mer­cado. Nos últimos cinco anos, a boa go­vernança da empresa teve a marca do diretor-presidente Cleverson Siewert, que encerrou ontem um ciclo a frente da empresa ao anunciar sua saída ao con­selho de administração.

Depois de cinco anos, Cleverson Siewert deixou ontem a Celesc - Camilla Macedo/Divulgação/ND
Depois de cinco anos, Cleverson Siewert deixou ontem a Celesc - Camilla Macedo/Divulgação/ND

A saída de Siewert coincide com uma das operações financeiras mais exitosas da Celesc, um negócio que pode chegar à casa dos R$ 600 milhões. “A EDP poderia ter comprado qualquer empresa, mas foi a boa governança que fez com que eles escolhessem a Celesc”, declarou Siewert, que concedeu entre­vista ao ND logo após comunicar o con­selho de sua decisão.

Há três meses Siewert recebeu con­vite da iniciativa privada, onde deve operar o braço de uma grande empresa no ramo de energia a partir de março do próximo ano. Ao Notícias do Dia ele falou sobre os passos que a Celesc deu em direção à modernidade e eficiência e diz estar satisfeito com a construção de boas práticas que deverão ser toca­das pelo novo presidente da empresa a partir de 2019.

Como destaque, ele aponta que nos últimos cinco anos a empresa foi bem sucedida na convergência de esforços que fazem com que todos os atores olhem para o mesmo caminho. “O se­gundo ponto que destaco é a lógica de investimento da empresa, que fez com que trouxéssemos mais gente para a ati­vidade fim e enxugássemos a atividade meio. Isso deu um ganho significativo na qualidade da prestação do serviço”, afir­mou. 

Nova gestão tem desafios de manter bons índices

O governo do Estado já não é mais o maior acionista da Celesc com a confir­mação da compra de mais 1.518.000 ações preferenciais adquiridas pela EDP. Mesmo assim, continua sendo responsável pela gestão da empresa. Com a nova aquisição, a EDP hoje tem 23,56% do capital total da empresa, enquanto o governo tem 20,05%. O maior acionista individual continua sen­do Lirio Parisotto, com 6,98%.

Em março, o presidente da EDP, Miguel Setas, disse que os investimentos na Celesc se tratam de ações de longo prazo. Agora, como maior acionista, se a estatal for priva­tizada, o grupo estará bem posicionado. “Os governos que eu servi sempre entenderam a Celesc como pública. E mesmo sendo pú­blica temos condição diferenciada e desde que a empresa vá bem não há porque mu­dar a forma de gestão”, opinou Siewert.

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