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Dados públicos podem ajudar organizações a fazer o bem, afirma o americano Andrew Means

Florianópolis ganhará um laboratório do Social Good Brasil inspirado no projeto implantado nos Estados Unidos

Felipe Alves
Florianópolis
27/10/2017 às 21H14

Debater e incentivar ideias que causem impacto social. Com esse propósito, o Festival Social Good Brasil promove pela sexta vez uma troca de experiências em Florianópolis. Sob esta perspectiva, estão em discussão a utilização de novas ferramentas, como inteligência artificial, internet das coisas e dados públicos como forma de gerar impacto social e estimular novos empreendedores a fazer o bem.

>> Social Good Brasil 2017: veja a programação do evento 

Exemplo disso é o norte-americano Andrew Means, 32, que fez a palestra de abertura do Social Good Brasil nesta sexta-feira (27). Desde pequeno ele é envolvido em causas sociais. No ensino médio deu aulas na África do Sul, fez intercâmbios no Zimbábue, Peru, Guatemala e China e viu de perto os problemas sociais. Há seis anos, Means decidiu usar a análise de dados públicos para causar impacto social e criou o Data Analysis for Good Social.

Andrew Means faz uma palestra de abertura na sexta edição do Social Good Brasil  - Marco Santiago/ ND
Andrew Means faz uma palestra de abertura na sexta edição do Social Good Brasil - Marco Santiago/ ND


O projeto funciona como uma comunidade global com centenas de profissionais ligados a projetos sociais que estudam e aplicam dados públicos em projetos de impacto nas comunidades. “Estava frustrado com a ideia de que não usávamos bem as estratégias para o impacto que poderíamos ter. De repente notei que os dados públicos poderiam ter um grande papel em organizações que podem fazer o bem”, conta.

Esta ainda é uma realidade que está crescendo nos Estados Unidos e que, segundo Means, deve ser espalhada pelo mundo rapidamente. Para ele, as empresas hoje estão muito mais focadas no impacto que querem ter no mundo. “Estamos começando a ver mais empresas tentando resolver problemas sociais e mais ligados ao trabalho que vão desempenhar no mundo”, destaca.

Entre os temas em discussão no Social Good para este sábado (28) estão a carreira e o propósito como motivação, o impacto social com as mudanças tecnológicas do futuro e as tecnologias para pessoas com deficiência. Ainda serão apresentados 20 novos empreendedores que são protagonistas sociais no Brasil.

Florianópolis ganha laboratório para iniciativas sociais

Inspirada no projeto de Andrew Means, a equipe do Social Good Brasil lançou um laboratório inédito para uso de dados e tecnologias em iniciativas sociais em Florianópolis. A proposta é selecionar três projetos que possam ter impacto social para serem discutidos e trabalhados ao longo do próximo ano.

Os primeiros encontros devem começar a partir de janeiro, no Sapiens Parque, em Canasvieiras, no Norte da Ilha.

De acordo com a coordenadora de comunicação do Social Good, Bruna Pires, as inscrições estarão abertas para todos, mas os projetos precisam ter como foco o impacto social. Em encontros periódicos, os grupos escolhidos serão aconselhados por representantes de empresas multinacionais como IBM e SAP, além de catarinenses como a empresa de big data Neoway, a incubadora de educação em tecnologia Exosphere e a Data Science Brigade, que atua com soluções de análise de dados.

SERVIÇO

O quê: 6ª edição do Festival Social Good Brasil

Quando: 28/10 (sábado) das 8h às 20h + show de encerramento

Onde: Centro de Inovação Acate Primavera (Rodovia SC-401, km 4, Saco Grande, Florianópolis)

Quanto: Ingressos já estão esgotados, mas é possível assistir pela internet fazendo inscrição no site www.sgb.org.br/festival

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