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Criança morre após contrair meningite, mas Prefeitura de Palhoça descarta surto da doença

Secretaria de Saúde municipal e Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado estão investigando o caso, ocorrido nesta quinta-feira

Redação ND
Florianópolis
23/06/2017 às 20H39

Uma criança morreu na noite de quinta-feira (22), em Florianópolis, após contrair meningite. Ela foi encaminhada inicialmente pela família à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Bela Vista, em Palhoça, durante a manhã, com queixa de dor de garganta. Após a confirmação da doença e do agravo do estado clínico, foi levada pelo Samu para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, na Capital, onde morreu às 20h.

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria de Saúde de Palhoça, a pediatra de plantão da UPA pediu exames para confirmar a doença e começou o tratamento com antibióticos e profilaxia (procedimento para prevenir e evitar o contágio de doenças) nos profissionais que atenderam a criança. A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) de Santa Catarina e do município estão investigando o caso. A diretoria divulgará um laudo com o tipo de meningite que resultou nesta morte, que só é possível ser confirmado após 48 horas. O município investiga ainda a comprovação se a criança tomou as vacinas necessárias para prevenir a doença.

A secretaria esclareceu que é um caso isolado e não de uma endemia ou surto. Garantiu, ainda, que todas as medidas necessárias foram tomadas no atendimento médico de média complexidade da UPA, seguindo o protocolo de atendimento a meningites, estipulado pelo Ministério da Saúde.

Estado registra 24 mortes este ano

Em nota, a Dive informou que a taxa de incidência dos casos confirmados de meningites no Estado tem tido pequenas oscilações nos últimos três anos. Em 2015, foi de 11,9 por 100 mil habitantes, enquanto no ano passado foi de 10,0 (694 casos) por 100 mil habitantes. Já este ano, foram confirmados 350 casos de meningite em geral até esta sexta-feira, que resultaram em 24 mortes.

Entre os casos de morte recentes, um ocorreu em São José (meningite pneumocócica) e outro em Palhoça (doença meningocócica). Eles foram notificados à vigilância epidemiológica estadual, mas ainda não foram inseridos no sistema oficial pelos municípios.

A doença

A doença, que se trata de um processo inflamatório nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, pode ser causada por bactérias, vírus, parasitas, fungos ou até mesmo por processos não infecciosos. Os grupos etários de maior risco são as crianças menores de cinco anos, principalmente as menores de um ano, e os indivíduos maiores de 60 anos. “As meningites causadas por bactérias são muito graves e, se não forem tratadas a tempo, podem deixar sequelas graves e até levar à morte. O quadro de meningite bacteriana pode se instalar em algumas horas. A evolução é muito rápida e fulminante”, alerta o médico infectologista Luiz Escada, técnico da Gerência de Imunização da Dive.

Há suspeita de meningite em pessoas que apresentem febre associada a dor de cabeça, dor ou rigidez na nuca e vômitos frequentes. Em crianças pequenas, esses sintomas podem apresentar-se como choro persistente, irritação, falta de apetite, manchas vermelhas na pele e “moleira inchada”. Na apresentação desses sintomas, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima.

Como se prevenir

Manter a carteira de vacinação em dia. A vacina contra meningite está disponível na rede pública de saúde para crianças de até um ano de idade e adolescentes de 12 a 13 anos

Manter todos os ambientes bem ventilados, se possível ensolarados

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão

Manter higiene rigorosa com utensílios domésticos

Evitar transitar com crianças em ambientes fechados e mal ventilados.

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