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Corredor de ônibus na Via Expressa deve reduzir pela metade tempo de acesso à Ilha de SC

Construção da 3ª pista do trecho da BR-282, de São José a Florianópolis, vai abrir espaço para mais linhas diretas do transporte coletivo até a Ilha

Michael Gonçalves
Florianópolis
29/04/2018 às 20H34
Ônibus do transporte coletivo terão faixas exclusivas e o tempo de cada viagem deve cair em menos da metade - Marco Santiago/ND
Ônibus do transporte coletivo terão faixas exclusivas e o tempo de cada viagem deve cair em menos da metade - Marco Santiago/ND


A construção da terceira pista da Via Expressa (BR-282), objetivo do edital que será lançado pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) na primeira quinzena de maio, está alinhada ao projeto para implantação da Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano. Com a nova faixa da principal ligação da BR-101 à Ilha de Santa Catarina, de São José a Florianópolis, os ônibus do transporte coletivo terão faixas exclusivas e o tempo de cada viagem deve cair em menos da metade, segundo calcula o diretor-técnico da Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis), Célio Sztoltz.

De acordo com o diretor-técnico, uma viagem de uma linha saindo do terminal de Palhoça, no bairro Ponte Imaruim, até o Ticen (Terminal de Integração Central), na Capital, leva 17 minutos aos domingos, quando não há trânsito. “Em dias de pico, essa mesma viagem não leva menos de 50 minutos. Com a terceira faixa, o usuário terá mais celeridade para chegar ao Centro de Florianópolis, o sistema de horários será mais confiável e haverá uma redução de custos por parte das empresas”, destacou Célio.

A previsão do chefe de operações do Dnit, engenheiro Névio de Carvalho, é de a obra para a construção da terceira pista comece no segundo semestre. Orçada em R$ 36 milhões, a obra deve levar 18 meses para ser concluída. Com isso, as duas faixas centrais serão exclusivas para o transporte público.

Já o edital de licitação para a Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano deve ficar pronto em julho e, em função das eleições, o processo licitatório deve ocorrer após o período eleitoral. O projeto prevê a integração do transporte coletivo dos seguintes municípios: São José, Palhoça, Biguaçu, Antônio Carlos, Governador Celso Ramos, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas.

Transporte integrado vai levar mais ônibus para a Via Expressa

O diretor-técnico da Suderf, Célio Sztoltz, explicou que a integração do transporte coletivo de oito municípios da Grande Florianópolis, com exceção da Capital, vai levar mais coletivos para a Via Expressa. Atualmente, os ônibus diretos de Palhoça são os que mais utilizam os 5,6 quilômetros de rodovia federal, que mais parece uma avenida.

“Hoje, as linhas do terminal de Palhoça para o Centro de Florianópolis são as que mais utilizam a Via Expressa. São José tem uma ou duas linhas, a partir da Ivo Silveira, e Florianópolis outras duas linhas do Continente. Mas com a construção do terminal de Biguaçu, por exemplo, teremos mais ônibus nessa rodovia”, explicou.

Não haverá tarifa única na integração do transporte coletivo e os valores serão calculados após a decisão sobre a necessidade de alguns itens, por exemplo, o ar-condicionado.

Como é hoje e quais os impactos do projeto


_ Transporte coletivo
O sistema prevê diminuição do número de ônibus, 515 para 465, que entram diariamente na Ilha de SC pela Via Expressa, e aumento de usuários. Isso aconteceria pela reorganização das linhas de toda a região e inserção de novos terminais de integração em Biguaçu e Palhoça. Desses terminais, sairiam linhas diretas e semidiretas para a Capital. A aposta é de que a oferta de mais linhas vai atrair mais passageiros.

_  Deslocamentos
A expectativa é de que as mudanças acarretem em redução significativa nos tempos médios de deslocamentos nos horários de pico. O trajeto entre o terminal de Palhoça e o Ticen, em Florianópolis, deve passar de 50 para 20 minutos e o percurso entre o centro de Biguaçu até o Ticen passaria de 55 para 25 minutos. Do Kobrasol, em São José, para o centro da Capital, a redução seria de 25 para 15 minutos.

_ Faixas exclusivas
Ônibus rodoviários interestaduais poderão utilizar a faixa exclusiva do transporte coletivo.Veículos de emergência, saúde, polícia, bombeiros, resgate, etc. também poderão utilizar essa via, beneficiando esses serviços públicos essenciais

_ Cronograma
O edital da Nova Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano deve ficar pronto em três meses. Os prefeitos dos oito municípios participantes da nova rede aprovaram, em março, o texto do projeto de lei estadual que viabilizará a integração dos serviços municipais e intermunicipais de transporte coletivo da região e aguardam o encaminhamento do projeto para a Alesc nos próximos dias. A expectativa é que as audiências e consultas públicas do edital de licitação se iniciem a partir de agosto.

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