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Corpo de criança é localizado em escombros do prédio que desabou no centro de SP

Esse é o segundo corpo localizado nos escombros; primeiro foi o de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, conhecido como "Tatuagem", na sexta-feira (4)

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
08/05/2018 às 16H47
Bombeiros trabalharam durante toda a madrugada retirando manualmente os escombros em um ponto em frente ao antigo prédio - BombeirosPMESP/Divulgação
Bombeiros trabalharam durante toda a madrugada retirando manualmente os escombros em um ponto em frente ao antigo prédio - BombeirosPMESP/Divulgação


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os bombeiros localizaram, por volta das 6h30 desta terça-feira (8), o corpo carbonizado de uma criança sob os escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, invasão de sem-teto de 26 andares que desabou na madrugada da última terça (1º), no centro de São Paulo, após um incêndio atingir todo o edifício.

“Encontramos um corpo de pequeno porte que tinha sinais de carbonização e pode ser de uma criança. Há indícios de que outras vítimas possam ser encontradas na mesma região”, disse Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros em São Paulo.

Os bombeiros trabalharam durante toda a madrugada retirando manualmente os escombros em um ponto em frente ao antigo prédio. Eles concentraram as buscas após terem encontrado peças de roupas.

Esse é o segundo corpo localizado nos escombros. O primeiro foi o de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, conhecido como "Tatuagem", na sexta-feira (4). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, Ricardo foi depois identificado por meio de impressões digitais.

Áudio revelado pelo Fantástico e depois obtido pela reportagem mostra que Ricardo acionou o serviço de emergência da PM em busca de socorro no momento em que se viu encurralado pelo fogo. Ele chegou a ter o corpo amarrado pelos bombeiros, mas foi engolido pelo desabamento do prédio momentos antes do resgate.

No início desta semana, o número oficial de possíveis vítimas foi atualizado pelo Corpo de Bombeiros. Foram incluídos na lista dois homens: Artur Hector de Paula, 45, e Francisco Lemos Dantas, 56. A atualização se deu após parentes relatarem o desaparecimento deles.

Já eram procurados a faxineira Eva Barbosa, 42, e o marido dela, Valmir de Souza Santos, além de Selma Almeida da Silva, 40, e seus filhos gêmeos, Wendel e Wender, 10. A prefeitura também diz que ainda não localizou o paradeiro de 49 pessoas que constavam na lista de habitantes da ocupação.

Na manhã desta terça-feira, as buscas aos desaparecidos, que continuam ininterruptas há oito dias, tiveram que ser suspensas após a localização desse segundo corpo. Isso porque o maquinário pesado que remove os escombros atingiu uma rede encanada de gás natural. Um vazamento foi registrado por volta das 6h10.

De acordo com a Comgás (Companhia de Gás de São Paulo), a rede afetada abastecia a igreja Martin Luther, que teve 80% de seu prédio destruído após a queda do edifício. “A equipe técnica adotou todas as medidas de segurança e eliminou o vazamento às 6h55”, informou a Comgás.

Para os bombeiros, a região dos destroços onde os trabalhos estão concentrados é muito sensível. “Estamos no ponto crucial. Sabíamos que não haveria vítimas nos andares superiores, já que do 11º andar para cima ninguém morava. Acabamos de entrar nos andares abaixo disso, e vamos agir com cuidado para não causar danos", afirmou Palumbo.

>> "Me tira daqui", pediu vítima antes de morrer engolida por prédio que desabou em SP

Curto-circuito

Na semana passada, a polícia disse que, após ouvir uma testemunha, concluiu que um curto-circuito no quinto andar, provocado por excesso de aparelhos ligados em uma tomada foi a causa do fogo no prédio. No local havia quatro pessoas: marido, mulher e duas filhas.

O desabamento provocou ainda a interdição de cinco imóveis em seu entorno, sendo quatro prédios e a igreja. Segundo a Defesa Civil, todos os bloqueios são totais e não há previsão de liberação. Não foi encontrado risco iminente de colapso em nenhum deles, mas eles seguem monitorados pelo órgão.

Um desses imóveis é o edifício Caracu, localizado na rua Antônio de Godói, que foi liberado para a entrada de moradores pela primeira vez nesta sexta-feira. As pessoas puderam retirar pertences pessoais, como documentos e medicamentos, mas não puderam permanecer no local.

Também estão interditados a igreja, no número 34 da av. Rio Branco; um prédio, no largo do Paissandu, 132; e um edifício estreito da Antônio de Godói, que ficou com marcas das chamas em sua fachada. Essa última construção conta como duas interdições por ter duas numerações (8 e 26).

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