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Corpo carbonizado foi o terceiro encontrado este ano na praia do Moçambique, na Capital

Segundo o delegado da Homicídios de Florianópolis, Ênio de Oliveira Mattos, o corpo ainda não foi identificado e não há suspeitas de quem teria praticado o crime

Marina Simões
Florianópolis
13/07/2018 às 15H16

O corpo carbonizado encontrado na praia do Moçambique, em Florianópolis, na manhã desta quinta-feira (12) foi o terceiro caso de abandono de cadáver no local deste ano. Segundo o delegado da Homicídios da Capital, Ênio de Oliveira Mattos, o corpo ainda não foi identificado e não há suspeitas de quem teria praticado o crime. A ocorrência reacendeu a discussão sobre a instalação de um portão na entrada principal da praia, que restringiria a entrada de veículos das 22h às 6h.

É constante a desova de corpos na região do Leste da Ilha  - Flávio Tin/ND
É constante a desova de corpos na região do Leste da Ilha - Flávio Tin/ND


De acordo com o comandante do 21º BPM (Batalhão da Polícia Militar), tenente-coronel Sinval Santos da Silveira Júnior, o período da noite é o mais comum para a prática de crimes na praia do Moçambique. Ele acredita que o portão ajudaria a inibir o abandono de cadáveres e outros delitos praticados no local, apesar de não bloquear totalmente o acesso a praia que ainda pode ser feito a pé por trilhas. “Nós precisamos colocar regras”, disse.

O tenente-coronel citou ainda o exemplo do portão colocado no terminal lacustre do Rio Vermelho no último verão. Para ele, a medida já trouxe mudanças positivas e é uma demonstração dos efeitos que uma solução semelhante poderia ter na praia do Moçambique. “Pessoas de outros municípios vêm praticar delitos aqui. Só a presença do portão já inibe isso”, explicou.

O IMA (Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina) informou que há pedidos e que está estudando a possibilidade de colocar o portão na entrada da praia. Segundo o presidente do instituto, Alexandre Waltrick, um portão já foi colocado em outra oportunidade, mas foi quebrado. Ele destacou que não há como fechar o acesso da praia à comunidade e disse ainda que há um problema de logística caso o portão seja colocado, pois ainda não foi designado o responsável por controlar o portão.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Rio Vermelho, João Paulo Ferreira, conhecido como Bericó, a PMA (Polícia Militar Ambiental) ficou encarregada de abrir e fechar o portão, por ter uma base no parque estadual próximo à praia do Moçambique. “A ideia é inibir situações como a de hoje. Mais um corpo foi encontrado lá e isso vai manchando a imagem do bairro”, contou.

Bericó explicou que os pescadores e demais moradores que precisam ir até a praia no período da noite não seriam proibidos de entrar. Para ter livre acesso, seria necessário os moradores fazerem um cadastro na PMA ou na associação de moradores. O assunto foi discutido em uma audiência pública na sede da associação, em junho, e contou com a presença da comunidade, da polícia e de outras instituições. 

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