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Sem recursos da prefeitura, Cooperbarco não descarta nova paralisação, em Florianópolis

Cooperativa ainda aguarda posição da Prefeitura de Florianópolis após greve parcial neste mês

Dariele Gomes
Florianópolis
22/06/2017 às 17H38

A greve parcial da Cooperbarco, cooperativa de barcos que faz o transporte marítimo no trajeto entre Lagoa da Conceição e Costa da Lagoa, em Florianópolis, durou apenas três dias. Com horários de transporte reduzidos desde 12 de junho, o serviço foi normalizado no dia 15, mas continua sem o repasse de verba da Prefeitura da Capital, motivo pelo qual os cooperados haviam entrado em greve.

Por causa da greve, os horários dos barcos na Lagoa fora reduzidos pela metade - Daniel Queiroz/ND
Cooperbarco faz o transporte marítimo no trajeto entre Lagoa da Conceição e Costa da Lagoa - Daniel Queiroz/ND


O presidente da Cooperbarco, Rubens Onofre Laureano, disse na tarde desta quinta-feira (22) que não descarta a possibilidade de retomada da greve se não houver uma posição da prefeitura até o final da próxima semana. A paralisação foi anunciada após a administração municipal questionar notas enviadas pela cooperativa em sua prestação de contas anual, uma exigência para que o repasse continuasse a ser liberado. Conforme a prefeitura, algumas das notas não condiziam com o subsídio que era pago pelo município para os gastos com o serviço, como a compra de carnes, por exemplo.

A cooperativa prestou esclarecimentos a respeito das notas questionadas, que somavam cerca de R$ 2.000. De acordo com Volnei Valdir de Andrade, presidente da associação de moradores e membro da cooperativa, foi comprovado que as notas eram referentes a uma confraternização de fim de ano e não foram pagas com subsídios da prefeitura.

No período da greve parcial, a Cooperbarco trabalhou com apenas 16 horários de viagens, sendo que normalmente são oferecidas 31. Segundo Laureano, o último repasse recebido foi em novembro, no valor de R$ 35 mil. “Somente o preço da passagem é insuficiente para cobrir todas as despesas. Atualmente, o morador da região paga R$ 2,50 (com meia tarifa para estudantes) para cruzar a Lagoa de barco. Turistas pagam R$ 10 o trecho”, destacou o presidente.

O secretário Marcelo Silva, da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana de Florianópolis, disse por meio da assessoria de imprensa que a prefeitura, através da Secretaria da Fazenda, já deu parecer sobre as notas fiscais. O resultado é que será repassada a verba de R$ 35 mil para a Cooperbarco, mas serão descontadas as notas fiscais julgadas incompatíveis com o serviço de transporte lacustre.

Sobre o prazo para normalizar o repasse, o secretário, no entanto, não estipulou uma data. Ele disse apenas que assim que for equacionada a fase burocrática, a cooperativa receberá a verba.

>> Com barcos reduzidos, prefeitura não tem previsão para fim de auditoria sobre Cooperbarco

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