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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Formação de mão de obra não acompanha o ritmo de crescimento do setor de TI em Florianópolis

Pesquisa aponta que falta mais qualificação profissional para suprir necessidade do mercado e a solução está no período escolar

Danilo Duarte
Florianópolis
Fernando Mendes/ND
Willians diz que a boa formação já devia ser iniciada nos primeiros anos de escola


Não é de hoje que o segmento de TI (Tecnologia da Informação) é o que mais cresce na Grande Florianópolis e arrasta consigo todo o setor no Estado. De acordo com o estudo divulgado nesta segunda-feira, 9, a carência de profissionais qualificados é maior do que a capacidade de oferta dos cursos de formação.

Com um vocabulário próprio para o segmento, o coordenador de Ação Empresarial do Senac TI, Willians Silva, diz que há três variáveis a serem consideradas. “A entrada de novas empresas e a criação de incubadoras; a falta de preparo para as ciências exatas ainda no Ensino Fundamental e a ‘exportação’ de profissionais qualificados para outros Estados provocam esta realidade na região”, explica.

O estudo revela que o cargo mais procurado é o de analista de sistemas, cuja função é mesclar as tarefas de programação com o gerenciamento de equipes. “Ter essa qualificação mista é um diferencial que o mercado sabe reconhecer”, ensina Silva.

Reconhecimento que chega primeiro ao bolso, principalmente. Quem trabalha nesta função, costuma receber entre R$ 3 mil e R$ 4 mil mensais, segundo o coordenador do Senac TI. Para chegar a este patamar, no entanto, há necessidade de mais estudo, “o que começa com reforço em matemática e lógica ainda nos primeiros anos escolares”, segundo Silva. Depois de analista de sistema, as funções em alta são programador Java, analista desenvolvedor, desenvolvedor de sistemas, programador Delphi.

De acordo com o secretário de Ciência & Tecnologia da Prefeitura de Florianópolis, Carlos De Rolt, o combate à carência de profissionais está sendo feito com a criação de programas em parceria com a Acate (Associação Catarinense de Tecnologia). “Não se faz uma Capital da Inovação sem investir em educação e conhecimento”, afirma.

 

Qual o perfil desejado

O número de vagas ociosas até o final deste ano deve ser o triplo do constatado em 2010, quando 560 vagas ficaram em aberto. Em 2011, a estimativa é que sejam contratados 1.517 profissionais, entre desenvolvedores, analistas e outros. Isso significa que, caso sejam preenchidas todas as oportunidades, o setor deve contratar 2.077 profissionais. Para 2014, as empresas pesquisadas estimam contratar 2.397 profissionais. Isso representa 73% dos atuais 3.261 empregados nestas empresas.

Entre as principais habilidades exigidas pelas empresas de seus profissionais estão o inglês, seguidos, nesta ordem, de metodologia de desenvolvimento, linguagem SQL, modelagem de dados e análise e projeto de sistemas. Isso demonstra a importância da língua inglesa em um segmento que pode ser competitivo internacionalmente.

Mapa dos recursos

-112 empresas baseadas em Florianópolis participaram do mapeamento

- juntas, elas empregam 5.055 profissionais, sendo que 3.251 destes atuam diretamente na área tecnológica

- 67% do total da mão de obra empregada (2.186 dos 3.251 profissionais) trabalham em micro e pequenas empresas

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