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Consumidor deve ter cautela e analisar perfil antes de aderir à tarifa branca de energia

A opção já está disponível para todos aqueles consumidores com média mensal superior a 500 kwh, segundo informações da Aneel

Dariele Gomes
Florianópolis
03/01/2018 às 15H57

A adesão à tarifa branca exige dos consumidores um estudo sobre que envolve as informações sobre o consumo de energia elétrica, que permite pagar menos pelo consumo de determinados horários. A opção já está disponível para todos aqueles consumidores com média mensal superior a 500 kwh, segundo informações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que autoriza a opção e torna obrigatório, desde a última segunda-feira (1º), que as distribuidoras de energia forneçam a opção aos clientes.

Segundo o gerente comercial da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) Eduardo Cesconeto, a distribuidora já está autorizada a fazer a migração de tarifa aos interessados. Ele alerta para que o consumidor entenda como funciona a leitura dessa tarifa branca e destaca a busca pela informação, já que se o cliente  não souber utilizar, pode pagar mais caro pela a energia elétrica no final do mês. “Pelas regras, já estamos oferecendo o serviço de adesão aos interessados. O consumidor precisa entender o seu consumo e conhecer bem como funcionará a tarifa branca, para então, estar ciente da migração. Para a Celesc não mudará nada, somente para o cliente, que se souber usar, pode economizar e pagar menos na conta da luz”, orienta Cesconeto.

A tarifa branca dá ao consumidor a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que a energia elétrica é consumida. Se o consumidor usar a energia elétrica nos períodos de menor demanda, como pela manhã, início da tarde e de madrugada, por exemplo, o valor pago pela energia consumida será menor. “Logo, se ele vê que seu maior consumo não é no horário de ponta, considerado entre 17h30 às 22h30, é vantajoso aderir à tarifa branca. Se ele conseguir ainda, deslocar o consumo para outro horário fora desse, ótimo. Caso ele não consiga, pode se tornar uma dor de cabeça, já que o consumo neste horário será mais caro, em torno de 73% a mais”, observa o diretor comercial da Celesc.

Ele considera a tarifa, “oito ou oitenta”, você raciona energia ou pagará mais caro por ela. “Se entre o horário você utilizar ar condicionado, chuveiro, e ferro elétrico, por exemplo, pagará muito mais caro no caso da tarifa branca, mais que o convencional. Agora se conseguir deslocar esse consumo para fora do horário, será vantajoso”, explica Cesconeto.

Para aderir à tarifa branca, Cesconeto orienta que o cliente simule e estude o seu perfil antes, no site da própria Celesc, depois vá até uma loja física de atendimento da distribuidora. Lá, deve solicitar a adesão, que é gratuita, e de forma independente solicitar uma adequação da própria medição. “Esse serviço não é feito pelo Celesc, e deve ser prestado por um contratado do cliente, que pode ser um eletricista, engenheiro ou técnico. É necessário adequar à forma convencional à branca. Isso pode exigir um investimento de R$ 1 mil a 3 mil reais ao cliente, dependendo da rede e da estrutura, se for monofásica ou bifásica”, enfatiza ele.

Cesconeto diz ainda que em Santa Catarina, há a expectativa que a tarifa branca seja aderida por em média 30 mil unidades, sendo que a Celesc abastece em média 600 mil unidade em todo o Estado. “Ainda é uma novidade e exige muita atenção e informação, então acreditamos que a adesão ainda será baixa. Assim que o cliente aderir e estar em dia com a adequação do medidor, a Celesc tem 30 dias para oferecer o serviço nessa modalidade. Se não de adequar, ao solicitar que volte para o modelo convencional, a Celesc tem o prazo de 180 dias para fazer o serviço”, comenta.

Consumo de energia elétrica

No último dia do ano de 2017, no dia 31 de dezembro, pelo menos 2 mil unidade consumidora de energia elétrica em Florianópolis, ficaram sem o fornecimento de energia. O maior registro se deu no Sul e Norte da Ilha. Na Grande Florianópolis, em Palhoça também há casos de interrupções do serviço. 

Conforme o engenheiro e chefe da Divisão Técnica da Celesc, Adriano Luz, o pico de consumo ocorreu exatamente às 20h30 da noite do dia 31 de dezembro, quando foram registradas na Grande Florianópolis 506 MW, sendo que a capacidade é de 830 MW. Na Ilha de Santa Catarina, o pico ocorreu no mesmo horário, com consumo de 279 MW. Logo, segundo a Celesc, a região estava preparada para o consumo, que é maior nesta época do ano.

“O consumo é a energia  utilizada  num intervalo de tempo. Por exemplo, para calcular quanto uma lâmpada consome em determinado período, devemos multiplicar sua potência pela quantidade de horas de uso. Já a demanda é o somatório das cargas operando no mesmo instante expresso em watts.  A capacidade instalada na grande Florianópolis é de 830 MW, porém para atender o pico da demanda do dia 31, utilizou apenas 64% desta capacidade, garantindo confiabilidade no sistema elétrico”, explicou Luz.

Sobre o ocorrido de algumas unidades ficarem sem energia elétrica ou apenas em meia fase, Luz diz que apesar dos investimentos realizados, não se pode garantir a ausência de ocorrências no sistema elétrico. “Isso se deve a diversas situações como: abalroamentos, fogos de artifícios lançados a rede, ligações irregulares em área de invasão . Outro ponto  que deve ser destacado, pois é muito comum,  é o excesso de carga provocado pela presença de mais pessoas nas residências, especialmente nas regiões balneárias, onde as casas de praia são alugadas para um grande número de inquilinos ou as famílias passam a receber mais hóspedes do que o habitual ocorrendo consumo excessivo nestas residências”, explica ele.

Ele reitera ainda que em todos os anos a Celesc deflagra a operação verão, que nesta temporada  iniciou no dia 15 de dezembro, quando a empresa contratou  20 equipes de eletricistas para reforçar o contingente nas regiões balneárias da grande Florianópolis. “Todo este contingente soma-se as 20 equipes que trabalham em atendimentos emergenciais diariamente na Grande Florianópolis. As equipes de manutenção emergencial próprias e contratadas pela operação verão atenderam 576 ocorrências no feriadão do Réveillon , com média de 192 ocorrências por dia”, informou Luz.

Consumo de verão

Luz disse que durante o pico da demanda do dia 31, não houve registro de desligamentos das Subestações e Alimentadores e que as ocorrências se limitaram a interrupções apenas em transformadores de algumas ruas e unidades consumidoras, representando baixo índice de defeito se comparado ao Sistema Elétrico como um todo. Sobre o restante do verão, disse que no Norte da Ilha, a Celesc tem reforçado a capacidade de atendimento, desde 2011, com investimentos que somam mais de R$ 32milhões.

Entre eles estão: a construção da nova linha de transmissão 138 kV Trindade – Ilha Norte; a ampliação da capacidade transformadora da subestação 138 kV Ilha Norte; e, mais recentemente  a construção da segunda subestação no Norte da Ilha - a 138 kV Ingleses, aumentando em 24% a capacidade instalada na região.  

No Sul da Ilha, um novo alimentador interligando os bairros Campeche e Armação do Pântano do Sul foi construída. Na região do Canto da Lagoa está em fase de conclusão, a troca de cabos aéreos convencionais por rede protegida, que evitam o desligamento quando do contato temporário de objetos com a rede de distribuição, permitindo maior confiabilidade para os clientes da região da Lagoa da Conceição.

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