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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Rota da inovação quer estimular tecnologia em Florianópolis

Projeto deve trazer novidades em diversos setores, prometem organizadores

Hyury Potter
Florianópolis

A primeira fase da elaboração da Rota da Inovação deve ser concluída no final do primeiro semestre, quando os pesquisadores do Logo (Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional), responsáveis pelo projeto, pretendem entregar uma opção de identidade visual para o projeto. A peça passará por uma votação pela população antes de ser aprovada. Durante pouco mais de um ano, os organizadores entrevistaram empresários, políticos, moradores e líderes para encontrar o que eles chamam de “personalidade” da Capital.

Eduardo Valente/ND
Sócio-fundador da Softplan, Carlos Augusto de Matos, acredita na proposta do grupo integrado de empreendedores

Do aeroporto Hercílio Luz até o Norte da Ilha, onde está sendo construído o Sapiens Parque, há uma distância de 40 quilômetros. Esse é o trajeto que pode levar Florianópolis a um destino tecnológico. O projeto Rota da Inovação, criado em 2013, pretende reunir empresas, empreendedores, moradores, instituições públicas e privadas para consolidar a inovação na Capital catarinense. 

“Florianópolis aparece nas principais listas de cidades preferidas para se viver. De acordo com o IBGE, tem o terceiro IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, além de outras qualidades. Outro ponto positivo é o grande número de empresas de tecnologia. O que queremos é tornar o perfil da cidade tangível.

Temos uma sinalização do governo do Estado de que a rota deve se estender para os 11 parques tecnológicos que serão construídos em Santa Catarina”, explicou o pós-doutor em design e coordenador do Logo, laboratório vinculado à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Salomão Rivas.
No entanto, o projeto vai além das empresas voltadas exclusivamente para a tecnologia. Segundo o mestre em comunicação visual e coordenador do projeto Rota da Inovação, Douglas Menegazzi, “a inovação não está apenas nas startups de tecnologia, mas nas pessoas. O trabalho da rendeira da cidade também é original e inovador. O nosso objetivo é fazer com que os moradores abracem a ideia e também façam parte da rota”, contou.

 

Time reúne grandes empresas

A rota tecnológica de 40 quilômetros liga o aeroporto Hercílio Luz, porta de entrada da cidade, ao Sapiens Parque, que ainda está em construção. Esses são dois dos sete nós criados pelos organizadores como referência para o projeto. Completam o time: parque Viva a Ciência, UFSC, Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), parque Tec Alfa e Centro Administrativo de Governo.  

Com quase 24 anos de história, a Softplan é uma das empresas que aderiram ao projeto. Além disso, devem transferir a sede da companhia para o Sapiens. “Vamos reunir os 1.600 colaboradores no prédio que estamos construindo. É um local tranquilo e agradável, ideal para uma empresa de produção intelectual como a Softplan. Por isso, acredito que a Rota da Inovação potencializará as empresas e pessoas envolvidas com a cidade”, contou o sócio-fundador da empresa catarinense de software, Carlos Augusto de Matos, que tem clientes em todo país.

Todos podem compartilhar ideias

Apesar de ter um mapa para o caminho da inovação, a rota pode se tornar menos cartesiana. “O espaço geográfico funciona de maneira idêntica à marca simbólica, pois é um ponto de ligação entre criação e questões culturais. Tanto das entidades públicas quanto das privadas. Mas isso deve se abrir, criando uma capilaridade para o percurso. Não são apenas empresas e empreendedores que estão no trajeto que podem participar, qualquer um pode se inscrever no nosso site”, convidou Menegazzi, citando a página eletrônica da Rota da Inovação:  www.venhainovarcomfloripa.com.

Para o executivo-chefe da Chaordic, empresa que integra a rota e que desenvolve tecnologia de recomendação de produtos no comércio virtual, João Bernatt, o projeto é um estímulo para todos os participantes. “Florianópolis tem um estilo de vida livre, que é bastante motivador para iniciativas inovadoras. Além disso, a rota deve unir todos os integrantes e tenho certeza que vai fazer bem para a cidade”, afirmou.

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