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Organizações conservadoras são alvos de russos, diz Microsoft

Objetivo das páginas era enganar usuários e redirecioná-los para outros sites para roubar senhas e informações dos usuários

Folha de São Paulo
Washington (EUA)
21/08/2018 às 21H12
Lei Geral de Proteção de Dados foi sancionada por Michel Temer - Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Divulgação/ND
Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Divulgação/ND

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - A unidade de inteligência militar da Rússia, investigada por sua influência nas eleições americanas de 2016, teria como novo alvo organizações conservadoras dos EUA que romperam com Donald Trump e buscam sanções contra Moscou.

Um relatório da Microsoft revelado nesta terça (21) afirma que a unidade de crimes digitais da empresa apreendeu na última semana seis domínios de internet controlados por um grupo chamado Strontium, ligado ao governo russo, que imitavam páginas do Hudson Institute e do International Republican Institute, "think tanks" baseados em Washington.

O objetivo das páginas era enganar usuários e redirecioná-los para outros sites para roubar senhas e informações dos usuários. A Microsoft também encontrou endereços que imitavam a página do Senado americano.

Segundo a empresa, nos últimos dois anos 84 páginas falsas associadas ao Stronium foram encerradas. A transferência dos domínios de terceiros para seus próprios servidores é feita por meio de ordens judiciais.

O Hudson Institute já promoveu eventos analisando a ascensão da corrupção em governos em todo o mundo, tendo a Rússia como alvo preferencial, e discussões sobre cibersegurança.

Em julho, durante evento na organização, o diretor de inteligência nacional dos EUA, Daniel Coats, disse que "a Rússia tem sido o ator estrangeiro mais agressivo, sem dúvida", em meio a uma discussão sobre ciberataques.

Já o International Republican Institute trabalha há décadas pela promoção da democracia em todo o mundo e no seu corpo de diretores, há políticos republicanos.

Alguns deles criticaram a cúpula realizada entre Trump e Vladimir Putin, na Finlândia, no último mês.

Daniel Twining, presidente do instituto, afirmou nesta segunda (20) que "os ciberataques se tornaram uma das ferramentas preferidas de autoritários em todo o mundo para importunar e minar organizações independentes e governos democráticos".

"Essa última tentativa é consistente com a campanha de intromissão que o Kremlin travou contra organizações que apoiam a democracia e os direitos humanos", disse. O governo russo afirmou não entender as alegações da Microsoft e negou envolvimento no caso.

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