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Conselho Universitário da UFSC se reúne nesta terça para discutir sucessão de Cancellier

No sábado o ministro Gilmar Mendes, do STF, escreveu nas redes sociais que acredita ser necessário que o CNJ, CNPM e Ministério da Justiça atuem no caso da morte do reitor

Redação ND
Florianópolis
08/10/2017 às 19H27

O Cun (Conselho Universitário) da UFSC reúne-se em sessão extraordinária nesta terça (10), às 14h, para discutir o processo de sucessão do reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que morreu no dia 2 de outubro. Na pauta da sessão, a ordem do dia é “Apreciação e manifestação do CUn sobre o relatório da comissão especial, designada pelo Gabinete do Reitor, para apresentação de parecer sobre o processo de sucessão de Cancellier”, e será presidida pelo conselheiro Sérgio Fernando Torres de Freitas.

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Investigado na Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal, Cancellier foi preso em 14 de setembro e liberado no dia seguinte. Desde então, estava proibido de entrar na universidade. No dia 2 de outubro, Cancellier se jogou do quinto andar do Beiramar Shopping. No bolso da calça estava um bilhete: “Minha morte foi decretada quando fui banido da universidade”. Ele tomou posse em maio de 2016 e ocuparia o cargo até 2020. Eleita como vice-reitora, Alacoque Lorenzini Erdmann é reitora em exercício desde 18 de setembro, quatro dias após Cancellier ser afastado.

No domingo (8), o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) escreveu, pelo Twitter, que a acredita ser necessário que CNJ (Conselho Nacional de Justiça), CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e Ministério da Justiça atuem no caso da morte de Cancellier. “O falecimento do reitor da UFSC serve de alerta sobre as consequências de eventual abuso de poder por parte das autoridades. Não estou antecipando responsabilização, mas o caso demonstra que, algumas vezes, sanções vexatórias são impostas sem investigações concluídas”, escreveu.

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