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Conheça o perfil e as bandeiras dos 10 novos vereadores de Florianópolis

Novatos que ocupam pela primeira vez o cargo apresentam diferentes prioridades para a legislatura

Felipe Alves, Matheus Joffre
Florianópolis
04/10/2016 às 13H47

Dos 23 vereadores eleitos em Florianópolis, 11 renovam as cadeiras da Câmara Municipal, sendo que apenas um – Renato da Farmácia - foi eleito anteriormente para o cargo. Representantes de diversas regiões da cidade, com propostas distintas e diferentes perfis compõem o quadro dos dez vereadores recém-eleitos que ocuparão pela primeira vez um cargo eletivo. O Notícias do Dia ouviu os novatos para saber quem são e o que querem esses políticos para os próximos quatro anos em Florianópolis.

Novas caras na Câmara de Vereadores de Florianópolis - Arte sobre foto
Novas caras na Câmara de Vereadores de Florianópolis - Arte sobre foto


Defensores de diferentes bandeiras, as propostas prioritárias dos novos vereadores vão de melhorias na mobilidade urbana, ampliação do saneamento básico, justiça social e direitos dos animais até sugestões para desenvolvimento econômico, tecnologia e turismo. Dos recém-eleitos, há representantes do Continente, Norte, Leste e Sul da Ilha.

Dos dez novos vereadores, dois são do PMBD e dois do PSB. PSOL, PRB, PSC, PSDB, DEM e PTB terão um vereador novato cada para a próxima legislatura. Dos dez vereadores ouvidos pelo ND, sete apoiam a candidatura de Gean Loureiro (PMDB) para o segundo turno das eleições para a Prefeitura de Florianópolis e três não declararam apoio.

Se a pluralidade de propostas mostra diferenças entre os novos eleitos, em outros aspectos é possível traçar similaridades. Dos dez vereadores, sete concorreram pela primeira vez este ano e a maioria não tem histórico familiar relacionado à política. Oito deles declararam ter ensino superior completo, enquanto seis se dividem profissionalmente em administradores e empresários. Oito dos dez vereadores são naturais de Florianópolis, sendo que seis são solteiros e quatro casados, com média de idade de 38 anos.

 

OS NOVOS VEREADORES

 

Marcos José de Abreu, o Marquito (PSOL), engenheiro agrônomo, 36 anos

Votos: 5.448

Segundo candidato mais votado, Marquito ficou conhecido pela idealização da Revolução dos Baldinhos. O projeto, que começou em 2008 na comunidade Chico Mendes, no bairro Monte Cristo, atualmente faz a compostagem de 15 toneladas de lixo orgânico por mês e é referência no país. Ele pretende ampliar este programa, incentivar a agricultura urbana e atuar em questões de ecologia e justiça social. Manezinho do Sul da Ilha, Marquito é coordenador da ONG Cepagro e presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Santa Catarina. Ele terá dois companheiros do PSOL na bancada, Afrânio Boppré e Renato da Farmácia: “Vamos dar continuidade ao trabalho do Afrânio, contra a corrupção e na ampliação e defesa dos direitos dos trabalhadores. Mas minha principal luta será em prol da participação social na gestão dos resíduos”.

Claudinei Marques (PRB), administrador, 40 anos
Votos: 3.346

Ligado à Igreja Universal, Claudinei trabalha há 21 anos com obras sociais, na ressocialização de jovens e com moradores em situação de rua. É natural de Matelândia (PR) e, em Santa Catarina, atuou em Concórdia, Forquilhinha e Balneário Camboriú. Na Capital, administrou o Igeof (Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis) por seis meses e ajudou a promover feirinhas de artesanatos pela cidade. Também realiza um trabalho voluntário, “O Agente da Comunidade”, que leva agasalho e alimentos para moradores de rua: “Em Maceió tem um projeto que reduziu a população de moradores de rua em 43%. Eu tentei implementar aqui na gestão anterior, mas não tive sucesso. Agora será minha primeira batalha. Hoje não podemos nem andar no Centro à noite com segurança”.

Bruno Souza (PSB), empresário, 32 anos
Votos: 3.326

Com o slogan “Por uma Floripa mais livre”, Bruno defende a iniciativa privada, a livre concorrência e desburocratização dos serviços públicos. Uma de suas primeiras pautas em 2017 será a concessão automática de alvarás para favorecer o pequeno empreendedor: “Em Florianópolis, uma empresa demora 180 dias para ser aberta, é um absurdo. Temos que acabar com essa cultura cartorial e com a desconfiança da livre iniciativa”. Formado em administração e ciências contábeis pela Esag/Udesc, o empresário também trabalha como voluntário em projetos sociais. Entre suas outras propostas estão a isenção para o primeiro ano de startups, o fim do IPTU para estabelecimentos culturais, a redução do ITBI, o fim do monopólio do transporte coletivo, a regularização fundiária e o fortalecimento da Guarda Municipal.

Gabriel Meurer, o Gabrielzinho (PSB), advogado e servidor público municipal, 31 anos
Votos: 3.196

Ex-diretor do Procon de Florianópolis e atual presidente do Triunfo, clube de futebol amador de Sambaqui, Gabrielzinho trabalhará em defesa dos direitos do consumidor e do cidadão e por melhorias no esporte amador e de base. O advogado também defende a modernização da Legislação Municipal e a desburocratização dos serviços públicos. Morador do Norte da Ilha, Gabriel irá lutar por melhorias nas áreas de acessibilidade, saneamento e lazer na região, mas também pretende criar o gabinete itinerante e ouvir as pessoas de cada bairro da cidade. “Queremos fazer uma reunião a cada 15 dias, com conselhos comunitários, associação de moradores para identificar os problemas de cada comunidade e encaminhar para o prefeito”, diz.

 Rafael Daux (PMDB), empresário, 25 anos
Votos: 3.018

Membro de família tradicional na cidade, Rafael é o vereador mais jovem da nova Câmara Municipal. Morador da Agronômica, é empresário, abriu sua primeira empresa com 16 anos e há dois anos é presidente do hotel Majestic. Com uma série de propostas que julga simples de serem implementadas, ele defende a desburocratização dos serviços públicos e mais transparência da prefeitura. Entre suas propostas estão creches para idosos, ISS para a capacitação profissional, o programa balada segura, startups no Centro Histórico, infraestrutura para as praias, recifes artificiais, terminais de cruzeiros e alargamento das faixas de areias em praias do Sul e do Norte da Ilha: “Essa última Câmara deixou a iniciativa privada de lado e a cidade não avançou, mas vamos retomar o crescimento com medidas simples”.

Maria da Graça Dutra (PMDB), aposentada, 67 anos
Votos: 2.116

Única mulher da próxima legislatura, Maria da Graça foi eleita pela primeira vez como vereadora nesta eleição, mas já ocupou o cargo duas vezes, quando foi suplente em 2014 e 2015. Ex-diretora de Bem Estar Animal da Prefeitura de Florianópolis na gestão Dário Berger, a vereadora eleita é defensora da causa animal e afirma que é preciso reerguer e ampliar a atuação do órgão. “Represento um ideal, de um mundo mais justo para os animais. Vamos lutar junto ao executivo para recuperar o projeto lindo que tínhamos feito”, diz. Enquanto esteve na Câmara, apresentou oito projetos voltados à causa animal. Apoiadora de Gean Loureiro, ela não descarta a possibilidade de exercer um cargo no executivo se for para voltado para a área animal.

João Luiz da Bega (PSC), administrador, 49 anos
Votos: 2.079

O vereador eleito afirma que seu compromisso será voltado, principalmente, para a melhoria do saneamento básico em toda a Ilha e na implantação de ciclovias e calçadas em locais como a rodovia João Gualberto Soares, no Rio Vermelho. “Dentro dessas áreas, meu maior compromisso é estar sempre junto com as associações de moradores e centro comunitários da cidade”, diz. Filho do ex-vereador João da Bega, o administrador concorreu pela segunda vez ao legislativo. Na última tentativa, em 2012, ficou como terceiro suplente. Apoiador de Gean Loureiro, João afirma que não aceitará cargos para o executivo e tem compromisso com a Câmara de Vereadores. 

Maikon Costa (PSDB), empresário, 32 anos
Votos: 1.991

Ex-presidente da Associação de Moradores do Carianos, no Sul da Ilha, Maikon pretende focar seu trabalho principalmente em quatro áreas: fiscalizar o prefeito, fomento para a extinção dos terrenos de marinha, contribuir com a mobilidade urbana e saneamento básico. “É preciso pensar nas questões de esgotamento sanitário, fornecimento de água, políticas públicas para tratamento e redução de resíduos sólidos”, afirma. Na mobilidade, ele diz que é preciso focar primeiro nos modais mais simples, como fiscalizar as calçadas e a construção de ciclovias. Apoiador de Gean Loureiro, Maikon quer permanecer no legislativo e, se for convidado para assumir uma secretaria, só deve fazê-lo se for necessário para ajudar a cidade. Esta foi a primeira vez que concorreu e não tem histórico político na família.

Miltinho Barcelos (DEM), administrador, 34 anos
Votos: 1.771

Ex-diretor da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), Miltinho foi chefe de gabinete de vereadores e coordenador municipal de juventude no governo Dário Berger, mas nunca chegou a concorrer a um cargo político. Pela Acif, também atuou contra o aumento do IPTU na cidade. As principais bandeiras de Miltinho serão voltadas para o desenvolvimento econômico da cidade, especialmente nas áreas de tecnologia e turismo. “O turismo envolve entretenimento, lazer e gastronomia, e a tecnologia é a maior renda do município. Vamos verificar as leis existentes e montar um plano para trabalhar nestas áreas”, afirma. Apoiador de Gean Loureiro, Miltinho não aceitará e não indicará cargo a ninguém para o executivo. É representante dos Ingleses, Norte da Ilha. 

Fábio Braga (PTB), advogado, 34 anos
Votos: 1.747

Foi por meio da Ampe (Associação dos Empreendedores de Micro e Pequenas Empresas da Região Metropolitana de Florianópolis), da qual foi fundador e presidente, que Braga fez parte de um movimento de entidades em 2014 contra o aumento do IPTU. Ele diz defender a livre iniciativa de desenvolvimento econômico para a cidade: “Nossas bandeiras defendem a desburocratização, agilidade na abertura de empresas, debate na questão de alvarás e geração de oportunidades”. Apoiador de Gean Loureiro, o vereador eleito diz que não representa uma comunidade específica, concorreu pela primeira vez a um cargo político e não tem histórico político na família. Braga afirma que tem o compromisso de permanecer no legislativo até o final do mandato e não ocupará cargo no executivo.

 

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