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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Conclusão da vistoria estrutural das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos é adiada

O relatório de análise solicitado pelo Deinfra previsto para janeiro deve ficar pronto somente em junho por causa de imprevistos e necessidade de novos estudos

Letícia Mathias
Florianópolis
Eduardo Valente/ND
Blocos de concreto caem da passarela interditada da ponte Colombo Salles

 

O relatório da vistoria estrutural das pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, em Florianópolis, previsto para ser concluído este mês será adiado. A empresa contratada pelo Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) ainda faz estudos e a previsão é que o trabalho se entenda até o fim do primeiro semestre deste ano. Até lá, o Deinfra não irá se manifestar sobre assunto. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o prazo foi estendido devido a imprevistos e novos estudos. Enquanto isso, os engenheiros acompanham o processo com inspeções periódicas nas pontes.

Em fevereiro do ano passado, o Notícias do Dia mostrou a situação de um dos trechos da passarela de pedestres inativa, interditada desde a inauguração da ponte Colombo Salles, há mais de 20 anos. A reportagem também revelou o desgaste da base das pontes e as estruturas de ferro expostas.

Na época, um bloco de concreto se desprendeu da passarela e caiu no mar, oferecendo riscos a quem navegava pela região. Cinco anos antes um bloco de outro trecho já havia caído. A Capitania dos Portos chegou a emitir um alerta como medida preventiva, interditando a passagem de embarcações naquele local, e pediu mais explicações ao Deinfra.

Após analisar a estrutura, engenheiros do Deinfra identificaram outros problemas e chegaram à conclusão que oito lajes e quatro parapeitos da passarela da ponte Colombo Salles poderiam cair. Por causa disso, blocos em risco foram retirados.

A tenente Andressa Braun, da Capitania dos Portos, afirmou que a passagem das embarcações sob a ponte está mantida. “A restrição, ano passado, foi por prevenção até que retirassem os blocos com problemas e durou apenas uma semana. Fora isso, não vimos riscos potenciais. Temos observado o local e estamos acompanhando a situação”, informou.

Mesmo interditada, passarela inativa recebe pedestres

Mesmo com a passarela interditada, moradores de rua entram, saem e até dormem no local. A proteção que impede a passagem foi rompida. Na época da queda do bloco, os engenheiros desconfiavam que o deslocamento e peso de pedestres poderia ter provocado a queda e mais danos à estrutura. 

O Deinfra estudava uma maneira de fechar definitivamente o acesso às vias interditadas para evitar circulação de pessoas e mais desgastes. O processo licitatório foi iniciado, mas o órgão suspendeu o processo por causa de uma ação do Ministério Público de Santa Catarina.

A ação da 30ª Promotoria cobra limpeza e conservação de áreas públicas ocupadas por usuários de droga na Capital, incluindo os acessos e parte inferior das pontes. O edital não foi lançado e por causa da intimação judicial o Deinfra decidiu aguardar a decisão do juiz para tomar qualquer medida. O processo ainda corre em juízo sem nenhuma decisão.

FIQUE POR DENTRO

Ponte Pedro Ivo Campos: inaugurada em 1991, com 1.252 metros
Ponte Colombo Salles: inaugurada em 1975, com 1.227 metros

Vistoria e Avaliação
Empresa responsável: Consórcio Ponte Sul, formado por Esse Engenharia e Empresa Sulbrasileira de Serviços de Engenharia

Serviços
Ronda dos mergulhadores; análise dos peritos em estruturas de concreto, metálicas, de pavimento e de concreto armado; verificações simultâneas das patologias do concreto com equipamentos de raio-X e ressonância magnética; análise laboratoriais; e diagnóstico final

Valor do contrato: R$ 1,5 milhão

Ordem de serviço: agosto/2013

Previsão de conclusão: junho/2014

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