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Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018
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Envolvimento com a escola aumenta com implantação do ensino integral

Estudantes, pais e comunidade comemoram evolução em bairros de São José

Alessandra Oliveira
São José

Emerson Soares, 7 anos, deixa­rá o 1º ano do ensino fundamental muito bem preparado. Seguro, o garoto lê um dos cartazes da sala de aula para mostrar que faz parte dos 90% dos alunos alfabetizados de sua classe, na Escola Municipal Altino Flores, no bairro Procasa, em São José. Esta escola foi uma das três unidades de São José que receberam o sistema de ensino in­tegral no início do ano letivo.

Na Altino Flores são atendi­dos 630 alunos, sendo que 160 deles, do 1º ao 3º ano, passam o dia inteiro na instituição. Para co­memorar os resultados positivos, alunos e professores preparam peças teatrais e exposições de acordo com o tema do projeto in­titulado “Escola Altino Flores”.

Durante o ano, Emerson e os colegas de turma trabalharam os temas religiosidade, trânsito, iden­tidade e família. “Agora eles falam o nome completo. Adquiriram a noção de identidade enquanto fa­ziam sua própria árvore genealó­gica”, comemora a diretora Sonali Lehmkull, ao lembrar que os alu­nos estão mais responsáveis.

A diretora lembra ainda que os professores foram às casas dos estudantes, fator que resultou na maior aproximação dos pais e res­ponsáveis. “Os pais passaram a participam ativamente das reuni­ões da escola”, aponta.

A professora Silvia Bastos ga­rante que sentiu uma melhora de em média 50% em relação aos anos anteriores. “Toda a comuni­dade escolar está engajada para melhorar o ensino”, defende.

 

Rosane Lima/ND
Alunos da escola Altino Flores
Alunos da Escola Altino Flores aprendem sobre educação no trânsito

 

Conhecimento por meio de fotografias

Pelo corredor central da Escola Altino Flores estão fotografias dos bairros Procasa, Chico Mendes e Monte Cristo, comunidades onde moram os estudantes. As imagens foram registradas pelos próprios alunos para mostrar casas, prédios e ruas desses bairros de São José.

Quando os professores solicitaram aos estudantes que mostrassem o que não gostavam, eles levaram os mesmos elementos nas fotos: lixo. “Com as fotografias eles conheceram melhor a geografia do lugar onde moram”, destacou a diretora Sonali Lehmkull.

Para se localizar melhor geograficamente, os estudantes do 3º ano andaram pelo bairro e prepararam um mapa aéreo com os imóveis ao redor da escola. Pelas mesas, árvores de CDs velhos, tartarugas e caranguejos de garrafas pet mostravam a criatividade dos alunos. “Estou bem aqui. Não sinto falta de ficar em casa à tarde”, revela Maiara de Mello, 8 anos, aluna do 3º ano do ensino fundamental.

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