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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Comunidade acadêmica realiza debates a favor da democracia na UFSC

Cerca de 200 pessoas lotaram o auditório do Centro de Ciências da Educação e da Informação na noite desta terça-feira

Felipe Alves
Florianópolis

Cerca de 200 estudantes, professores e técnicos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) se reuniram ontem para debater e discutir encaminhamentos de atos em defesa da democracia no país. De acordo com Rafael Pereira, um dos organizadores do evento, a proposta é mobilizar e articular debates com a comunidade acadêmica em favor da democracia. “Para participar é preciso ser a favor da democracia e caracterizar o movimento vivido no Brasil como um golpe em curso”, disse, ao reforçar que o movimento é apartidário.

A plenária com falas abertas para a população defendeu a permanência da presidente Dilma Rousseff no poder com o objetivo de levar a UFSC às ruas contra o golpe. O evento aconteceu no mesmo dia em que Dilma afirmou que não “renunciará de jeito nenhum” e disse ter a certeza de que “não vai ter golpe”. Na ocasião, a presidente reforçou que o processo de impedimento, em análise na Câmara dos Deputados, não tem base legal, e voltou a criticar a divulgação das escutas telefônicas entre ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No evento de Florianópolis, se manifestaram a favor da democracia estudantes, professores, integrantes de frentes populares e outras entidades. O evento foi realizado na sede do CED (Centro de Ciências da Educação e da Informação). O diretor do Centro, Nestor Manoel Habkost, ressaltou que a democracia é uma instituição ainda muito fragilizada e que é preciso “preservar os mínimos direitos que se têm, de pelo menos se manifestar livremente. A luta é para evitar um retrocesso do Estado democrático de direito”, ponderou.  

Yuri Becker, da União Catarinense dos Estudantes, disse que o país encontra-se dividido e que as pessoas a favor da democracia não devem ter medo de se manifestar. “Não estamos sozinhos nessa luta. Dentro dos nossos corações pulsa o sangue de tantos outros que tombaram diante da ditadura militar e que sangraram para que a gente pudesse ter democracia no país”, ressaltou.

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