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Como foram as manifestações nas principais cidades catarinenses

A falta de transporte público foi o que mais afetou a população

Dariele Gomes
Estado
28/04/2017 às 19H15

Assim como estava previsto, o Estado de Santa Catarina teve muitos serviços paralisados nesta sexta-feira (28) em função da greve e dos protestos contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Os atos de protesto começaram logo cedo. Nas cidades catarinenses o serviço mais afetado pela paralisação foi o de transporte público, que só deve voltar à normalidade neste sábado. As manifestações em Santa Catarina aconteceram principalmente pela manhã e metade da tarde. 

Barreiras foram montadas em trechos da BR-101 em Araranguá, Içara, Palhoça, São José e Sombrio. Em Içara, mineiros bloquearam o trecho com queima de pneus. Em Palhoça, houve caminhada sobre a pista. Também houve bloqueios na BR-280, em Rio Negrinho e São Francisco do Sul, além da BR-282 em Campos Novos. Só por volta das 17h a a PRF (Polícia Rodovia Federal) informou que não havia mais restrições nas vias. 

Blumenau

Em Blumenau, no Vale do Itajaí, os setores da saúde e educação tiveram atendimento comprometido. Da rede estadual apenas duas escolas não receberam os estudantes. O maior impacto foi na rede municipal, só no ensino fundamental 12 unidades tiveram auals normais, sete parciais e 30 unidades fechadas das 50 do município. Já dos 78 centros de educação infantis, oito abriram normalmente, 13 tiveram atendimento parcial e 57 fecharam. Na área da saúde, 40 equipes do ESF (Estratégia de Saúde da Família) paralisaram. Teve passeata pelas ruas do Centro da cidade, sem registros de vandalismo ou violência. O trânsito foi tranquilo apesar da adesão de 100% dos motoristas e cobradores de ônibus. O retorno do transporte público está previsto para as 3h30 deste sábado. A BR-470 chegou a ser interrompida, mas foi liberada logo depois.

Em Blumenau a sexta-feira foi tranquila apesar de não haver transporte público - Reprodução/RicTv
Em Blumenau a sexta-feira foi tranquila apesar de não haver transporte público - Reprodução/RicTv

Joinville

Na cidade de Joinville não houve paralisação do transporte público, porém foi necessária a alteração de rota por causa das manifestações. Os protestos começaram por volta das 6 horas desta sexta-feira, na Praça da Bandeira. Devido os atos, o terminal central de ônibus ficou fechado e os coletivos tiveram que parar nas ruas próximas, o que causou a revolta de alguns usuários, que reclamaram da falta de informação. Segundo a União Sindical dos Trabalhadores, por volta das 10h cerca de 500 pessoa fizeram passeata pelas ruas do Centro da cidade e posteriormente se juntaram aos 3.000 servidores, entre municipais e estaduais, em frente à prefeitura. As urgências e emergências do Hospital Regional e da Maternidade Darci Vargas tiveram o número de funcionários reduzidos. No Regional, 55% aderiram à paralisação e na UTI foram 45% de adesão. O atendimento no Hospital São José não foi prejudicado. Na educação, 13 escolas da rede estadual funcionaram parcialmente e uma esteve fechada. Na rede municipal, nenhuma escola esteve fechada.

Em Joinville ponto ápice ocorre na frente da prefeitura - Reprodução/RicTv
Em Joinville ponto ápice ocorre na frente da prefeitura - Reprodução/RicTv

Itajaí

Em Itajaí a sexta-feira foi tranquila já que bancos e transporte público funcionaram normalmente. O judiciário trabalhou de forma reduzida e paralisaram o serviço por volta das 16 horas. A classe aproveitou para reivindicar os reajustes em atraso. Duas escolas particulares não funcionaram na cidade e a Celesc não teve atendimento ao público.

Chapecó

No começo do dia, os ônibus do transporte público não circularam pela cidade. Os manifestantes se concentram logo cedo na entrada do terminal e por volta das 9 horas se reuniram na Praça Coronel Bertaso, no Centro de Chapecó, e pediram mais diálogo com os políticos e menos imposição. A manifestação deu seguimento por volta das 10h30, quando os participantes percorreram as ruas do Centro. Das 42 escolas municipais, 18 estiveram fechadas. Já dos 32 centros de educação infantil, 16 não abriram.  O serviço de saúde pública funcionou normalmente. Os bancos da cidade também aderiram ao ato. Houve manifestação na SC-480 no final da manhã durante duas horas.

Em Chapecó início da manifestação se deu no terminal de ônibus - Reprodução/RicTv
Em Chapecó início da manifestação se deu no terminal de ônibus - Reprodução/RicTv

Criciúma

A manifestação começou na Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) por volta das 8h30. O grupo percorreu algumas ruas próximas da Universidade em passeata. No início da tarde houve outro ponto de manifestação com passeata no Centro. Das 78 escolas municipais da cidade, 90% aderiram a paralisação e não abriram nesta sexta.

 

BR-280

A PRF registrou na manhã desta sexta, por volta das 10 horas, o bloqueio no km 10, da BR-280, São Francisco do Sul, próximo do acesso ao porto. A rodovia ficou fechada por alguns minutos porque manifestantes queimaram pneus na pista. Ela só foi liberada após uma hora de limpeza. Também na BR-280, só que na cidade de Rio Negrinho, a manifestação na pista iniciou de manhã e seguiu até a metade da tarde, com a pista interditada e liberada de hora em hora.

Em Rio Negrinho, a BR-280 ficou trancada por horas - PRF/Divulgação
Em Rio Negrinho, a BR-280 ficou trancada por horas - PRF/Divulgação



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