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Comitiva de SC mantém otimismo para tentar reverter lei que limita a pesca de arrasto

Representantes do Sindipi participaram na quarta-feira de encontro com o ministro do Meio Ambiente, Edson Soares, em Brasília; nesta quinta, grupo discute o tema com o secretário Nacional da Pesca

Everton Palaoro
Palhoça
30/08/2018 às 10H22

Pescadores catarinenses estão em Brasília para tentar reverter a legislação que amplia o limite para pesca de arrasto no litoral do Rio Grande do Sul. Diferente do que planejavam, não conseguiram falar com o secretário Nacional da Pesca nesta quarta-feira (29). O encontro deve ocorrer na tarde desta quinta-feira (30). Contudo, em meio à turbulência política das eleições, participaram de audiência com o ministro do Meio Ambiente, Edson Soares, que recebeu a pauta de reinvidicações do setor. Jorge Neves, presidente do Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e região), e o integrante do sindicato, André Mattos, estão esperançosos na resolução do problema.

Ministro do Meio Ambiente, Edson Soares, abriu uma brecha na agenda para receber pauta da pesca - Divulgação/ND
Ministro do Meio Ambiente, Edson Soares, abriu uma brecha na agenda para receber pauta da pesca - Divulgação/ND



De acordo com Mattos, a reunião com os representantes da Secretaria Nacional da Pesca ocorrerá nesta quinta, às 14h. Neves afirmou que teve poucos minutos com o ministro do Meio Ambiente. “Ele estava com a agenda cheia. Falei o mais rápido possível. Deixei a lei federal, que diz que estados e municípios podem legislar até um certo ponto, mas que em áreas oceânicas quem tem que organizar é o governo federal”, contou o presidente do Sindipi.

Os representantes da pesca de Santa Catarina estão em Brasília para tentar evitar prejuízos com a alteração do limite da pesca de arrasto de três para 12 milhas náuticas, aproximadamente 22 quilômetros da costa.

Caso a legislação aprovada pela Assembleia do Rio Grande do Sul se torne regra, praticamente inviabilizará a pesca das embarcações catarinenses no estado vizinho. De acordo com o secretário adjunto de Agricultura e Pesca de Palhoça, José Henrique Francisco dos Santos, o setor poderá deixar de faturar R$ 480 milhões anuais, já que a decisão afeta ao menos 100 barcos.

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