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Comercialização e consumo de ostras são liberados parcialmente em Florianópolis e Palhoça

A Secretaria da Pesca afirma que, de acordo com os últimos laudos, a comercialização pode ser feita de forma segura nestas duas cidades

Felipe Alves
Florianópolis
27/10/2017 às 23H30

Proibidos desde o dia 19 de outubro em toda Santa Catarina, a comercialização e o consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões foram liberadas na tarde desta sexta-feira (27) em parte de Florianópolis e Palhoça pela Secretaria da Pesca de Santa Catarina. Na Capital, é seguro comercializar os moluscos no Ribeirão da Ilha, Costeira do Ribeirão, Caieira da Barra do Sul e Barro Vermelho. Em Palhoça, foram liberadas as áreas da Praia do Cedro, Enseada do Brito e Barra do Aririú.

De acordo com Sérgio Winkler da Costa, gerente de pesca e aquicultura da Secretaria da Pesca do Estado, os últimos laudos deram a segurança para liberar estes pontos. “São área em que não houve a análise positiva. Esses locais não foram contaminados”, afirma. A interdição total das áreas ocorreu de forma preventiva após a detecção de uma amostra positiva para a toxina paralisante (PSP) na carne de mexilhões em Porto Belo. Segundo Costa, a densidade das algas já está diminuindo, mas é difícil prever novas desinterdições, pois este é um fenômeno da natureza.

A notícia foi comemorada pela presidente da Amprosul (Associação de Maricultores e Pescadores Profissionais do Sul da Ilha), Eva Maciel Mendes. “A situação estava crítica, estávamos com tudo parado desde o dia 19. Não tínhamos dinheiro para mais nada, pois na maricultura hoje se vende de dia para comer à noite”, afirma ela.

Jaime Barcelos, dono do restaurante Ostradamus, no Ribeirão da Ilha, afirma que apesar de o consumo das ostras ser seguro vai levar um tempo para as pessoas tirarem a informação negativa da cabeça. Nesta época, pré-temporada de verão, o Ostradamus costuma comercializar em média 1.000 dúzias de ostras por semana. “As análises são importantes para a segurança das pessoas, mas aqui no Sul da Ilha não teve nenhuma constatação de laudo positivo. Vamos voltar a comercializar as ostras ainda hoje”, afirma.

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