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Começam as obras de despoluição da orla da avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis

Casan pretende finalizar as obras até novembro, com mais três meses para testes na balneabilidade da água

Viviane de Gênova
Florianópolis
15/03/2018 às 14H14

O projeto que pretende tornar balneável a baía Norte de Florianópolis deu um novo passo nesta quinta-feira (15), quando foi lançada oficialmente a obra de despoluição de 3,5km da orla da avenida Beira-Mar Norte, entre a ponte Hercílio Luz e a Ponta do Coral.

Evento que marca o início das obras de despoluição da Beira-Mar Norte ocorreu nesta quinta-feira - Daniel Queiroz/ND
Evento que marca o início das obras de despoluição da Beira-Mar Norte ocorreu nesta quinta-feira - Daniel Queiroz/ND


Autoridades como o governador em exercício de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira; o prefeito Gean Loureiro e o diretor-presidente da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), Valter Gallina, entregaram a ordem de serviço para o consórcio que vai executar a obra, formado pelas empresas Fast Indústria e Comércio, de Capinzal, e a CFO (Construtora Fonseca e Oliveira Ltda), de Florianópolis. 

A expectativa é de que a obra fique pronta em novembro, para então começar a fase de testes da água, que poderá durar mais três meses. A Casan já tem o orçamento assegurado de R$ 17 milhões para a execução do projeto.

Segundo a Casan, a obra deverá complementar o sistema de tratamento de esgoto existente na região, filtrando toda a água dos canais de drenagem que desembocam na areia. Esse tratamento será realizado pela URA (Unidade Complementar de Recuperação Ambiental) que está sendo construída no bolsão da Casan, já existente na Beira-Mar Norte.

Os canais de drenagem levam a água de antigos e pequenos rios, além da água da chuva, direto para o mar, mas, ao longo dos anos, acabaram contaminados com ramificações de ligações irregulares de esgoto na região.

Para que a balneabilidade se torne possível, as 15 principais saídas da rede de drenagem receberão válvulas de um sistema inteligente, que evitarão o despejo da água direto no mar. “Essas válvulas ficarão fechadas em dias secos e só serão abertas em dias de muita chuva, para evitar alagamentos. Elas serão responsáveis por evitar a saída da água, que passará por um sistema de filtragem e tratamento para então ser devolvida ao mar”, explica Alexandre Trevisan, engenheiro químico da área de Meio Ambiente da Casan e um dos responsáveis pelo projeto.

Melhoras para Florianópolis e Santa Catarina

O prefeito Gean Loureiro disse que chegou a duvidar do projeto que parecia impossível inicialmente, mas que foi convencido pelo amplo trabalho técnico no local. “Sei que muitos ainda desconfiam do resultado efetivo disso, mas, diferente de outras épocas, agora temos projeto, recurso estabelecido, capacidade técnica de sua execução. A própria Beira-Mar já é uma referência na cidade de Florianópolis, mas, se considerarmos que vamos ter suas águas com balneabilidade, totalmente despoluídas, traz novas perspectivas de uma maior utilização desse lugar”, afirmou.

O governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, ressaltou a responsabilidade da Casan na execução do projeto. “Sou mais um morador de Florianópolis para cobrar da Casan a efetividade dessa obra. Aliás, moro aqui há poucos metros e vou acompanhar essa obra praticamente todos os dias”, salientou, acrescentando a importância da obra para o Turismo. “A despoluição tem um significado vital, já que é importantíssima para Santa Catarina, aliás, para o Brasil. E para isso nós temos que crescer e ter algumas questões fundamentais: a segurança pública é vital e a balneabilidade de nossas praias é extremamente importante. Florianópolis está avançando e aguardemos que dê tudo certo”, finalizou.

As saídas da rede de drenagem da Beira-Mar receberão válvulas com dispositivos de retenção de fluxo - Viviane de Gênova/ND
As saídas da rede de drenagem da Beira-Mar receberão válvulas com dispositivos de retenção de fluxo - Viviane de Gênova/ND



 

Como vai funcionar a despoluição:

- Válvulas de borracha com dispositivos de retenção de fluxo serão instaladas nas 15 principais saídas de água da rede de drenagem;

- Essas pequenas estações elevatórias irão bombear essa mistura de água da chuva com esgoto até a URA Beira-Mar, no bolsão da Casan;

- A remoção do material poluente acontecerá de duas formas: por meio da flotação de ar dissolvido, que remove o material por suspensão e deixa a água mais clara e limpa, e por meio da desinfecção por ultravioleta, que elimina as bactérias por meio da radiação;

- Após a limpeza, a água será bombeada de volta ao mar. A capacidade de tratamento da URA será de até 150 litros por segundo ou quase 13 milhões de litros por dia;

- Segundo a Casan, análises comprovaram que a poluição se concentra próxima às galerias pluviais, não superando uma margem de 200 metros no mar. Por isso, não há risco de nova contaminação da Beira-Mar Norte por outros locais, como pela região continental, distante pelo menos 1km da orla em seu ponto mais próximo com a ilha.  

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