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Após registro de BO, limpeza do largo da Catedral continua nesta quarta, em Florianópolis

Piso ficou sujo após manifestantes pintarem faixas no local na última quarta-feira e a tinta vazar pelo tecido

Redação ND
Florianópolis
06/06/2018 às 12H12
Trabalho da Comcap para limpar pétit-pavê do largo da Catedral - Daniel Queiroz/ND
Trabalho da Comcap para limpar pétit-pavê do largo da Catedral - Daniel Queiroz/ND


Tombadas pelo patrimônio histórico do município de Florianópolis, as pedras petit-pavé no largo da Catedral Metropolitana continuam pintadas com palavras de ordem em defesa da Petrobras desde a manifestação da última quarta-feira (30). A Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) trabalhou durante toda a manhã desta terça-feira (5) e não conseguiu remover todas as manchas. A empresa vai retomar a operação de limpeza na manhã desta quarta (6).

Segundo o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Marcelo Pontes, a manifestação foi comunicada em ofício da CUT-SC (Central Única dos Trabalhadores) e também assinada pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e Intersindical. O dano ao patrimônio público foi registrado na 1º DP da Capital.

Nove empregados da Comcap passaram mais de três horas no Largo João Paulo 2º. “Utilizamos diferentes produtos como o solvente, a gasolina, o solupan (desengraxante) e o limpa obra, mas o resultado não foi satisfatório. Além disso, a população está reclamando em função do jato de água. Assim, vamos retomar o serviço amanhã (quarta) e interditar o largo com uma faixa para trabalharmos. O solvente foi o produto que deu mais resultado”, informou o encarregado da Comcap, Dolival Fernandes Filho.

Além do jato de água, os funcionários da prefeitura utilizaram escovas de aço e vassouras para retirar a tinta. Aparentemente, as pedras petit-pavé, que também são conhecidas como portuguesas, foram pintadas sem a intenção do vandalismo. Isso porque os manifestantes pintaram as faixas, mas sem uma proteção ao fundo, o tecido vazou.

O artista plástico Moair Nereu Nunes fez questão de passar pelo largo da catedral e registrar o dano ao patrimônio público. “Isso é uma falta de respeito, de educação e de sensibilidade com o mobiliário urbano. É inaceitável que para defender um ponto de vista, a população provoque um prejuízo à coletividade”, comentou.

A Procuradoria Geral do Município registrou o BO (Boletim de Ocorrência) e aguarda a investigação para representar contra os responsáveis.

Comcap vai retomar a operação de limpeza na manhã desta quarta - Daniel Queiroz/ND
Comcap vai retomar a operação de limpeza na manhã desta quarta - Daniel Queiroz/ND


Polícia apura dano ao patrimônio público

O delegado titular da 1ª DP da Capi­tal, Rodolfo Serafim Cabral, informou que a pichação do Largo da Catedral é um cri­me de dano ao patrimônio público. Assim, o delito é passível de abertura de inquérito policial. “Vamos apurar o dano ao patri­mônio público, mas se a tinta vazou das faixas pintadas para a manifestação é por­que não houve o dolo. Mesmo assim, o cri­me se caracteriza pela culpa do ato, apesar de não existir a intenção”, explicou. O dano ao patrimônio público é previsto no artigo 163 do Código Penal e prevê pena de deten­ção de um a seis meses ou multa.

Iniciativa foi da militância, diz CUT

A presidente da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, con­firmou que a manifestação foi organizada pelas centrais sindicais. Apesar disso, ela informou que as entidades presentes não patrocinaram e nem incentivaram a pintu­ra das faixas naquele local. Anna destacou que a CUT de­fende a preservação do patri­mônio público.

Segundo a presidente da CUT-SC, a pintura foi uma iniciativa da militância. “Ne­nhuma das faixas tem o nome das entidades envolvidas na manifestação, porque foram iniciativas pontuais dos nossos militantes e não saberia iden­tificar os autores das pinturas. Pelo que percebi, não houve a intenção de danificar o patri­mônio público. O problema foi o excesso de tinta ou o tipo de tecido, que permitiu o vaza­mento”, afirmou. Questionada sobre a possibilidade de convo­car os militantes para limpar o espaço público, Anna disse que levará o assunto para debater com as outras entidades.

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