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Combater sonegação e rever isenções fiscais são planos de Camasão para dívidas do Estado

Candidato ao governo de Santa Catarina falou sobre as dívidas do Estado, o que pretende mudar na educação, na saúde e na segurança pública em Santa Catarina

Redação ND
Florianópolis
02/09/2018 às 15H54

Candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSOL, o jornalista Leonel Camasão, 32 anos, foi sabatinado em entrevista ao Jornal do Continente, da Record News, nesta sexta-feira (30). Camasão é natural de Joinville, mas mora em Florianópolis desde 2015. Em 2010, foi candidato, pela primeira vez, a deputado federal, e em 2012, concorreu à Prefeitura de Joinville. Atualmente, é presidente do PSOL da Capital.

Leonel Camasão (Psol) em entrevista na Ric TV - Flávio Tin
Leonel Camasão (Psol) em entrevista na Ric TV - Flávio Tin

A entrevista com o candidato foi conduzida pelo jornalista e apresentador do Jornal do Continente, Alexandre Mendonça, e contou também com a presença da apresentadora do programa Educação e Cidadania, Maria Odete Olsen, e do colunista do jornal Notícias do Dia, jornalista Fábio Gadotti. Camasão falou sobre as dívidas do Estado, o que pretende mudar na educação, na saúde e na segurança pública em Santa Catarina.

Para solucionar o problema das dívidas do Estado, ele pretende combater a sonegação fiscal e rever as isenções fiscais. “Não faz sentido nós tributarmos a agricultura familiar e o pequeno lojista, mas a indústria do agrotóxico é isenta, a BMW é isenta. Qual é a contrapartida social do agrotóxico? Veneno na nossa mesa. Qual é a contrapartida social da BMW? Carro de luxo?” Ele também quer rever o duodécimo e utilizar os recursos para investir em serviços públicos.

Questionado sobre como melhorar a educação em Santa Catarina, Camasão disse que é fundamental parar de fechar escolas e reestruturar a carreira dos professores estaduais. “Se você é recém-graduado ou se você tem pós-graduação, a diferença salarial é muito pequena. Você também não estimula o professor a continuar estudando, a continuar se qualificando”, analisou.

Ainda falando sobre educação, o candidato citou a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) como um exemplo de universidade pública que funciona. “A Udesc está no mecanismo do duodécimo. Nós podemos retirar recursos de outros órgãos que devolvem dinheiro e investir na manutenção e na ampliação da Udesc”. Com a ampliação, ele sugere uma maior diversificação de cursos nos campi, independente da vocação econômica regional.

Sobre a mobilidade urbana na região da Grande Florianópolis, Camasão entende que é necessário investir imediatamente em transporte coletivo. “Nós precisamos ter um amplo plano de subsídio das tarifas e sistemas regionalizados. Não faz sentido que a pessoa que tá em São José pegue um ônibus e não tenha integração em Florianópolis. Essa é mais uma caixa preta que precisa ser aberta, do monopólio do transporte coletivo”.

O candidato acredita que é preciso envolver o governo federal no SUS (Sistema Único de Saúde), construindo uma legislação e regulando sua participação no sistema. “Precisamos ter um sistema de saúde que considere todos os níveis de complexidade e ter mais investimento na saúde e para isso precisamos cobrar do governo federal a sua parte”, disse ele.

Na segurança pública, Camasão reconheceu a importância da repressão, mas afirmou que “o mais fundamental é investir em inteligência”. Outra necessidade percebida por ele é a de novos concursos públicos tanto para a Polícia Civil quanto a Polícia Militar. “Se nós não temos efetivo, como vamos enfrentar o crime organizado? Então, precisa investir em inteligência, capacitação, tecnologia, para não só reprimir o crime, mas também desvendar”.

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