Publicidade
Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 17º C

Com oito famílias no terreno, prefeito de Florianópolis autoriza obra do Parque do Abraão

Sem dinheiro público, terreno de 20 mil m² terá pistas, parquinho, quadras, academia e estacionamento

Michael Gonçalves
Florianópolis
12/07/2018 às 22H33

Com a liberação do alvará de obra, enfim a comunidade ganhará o tão esperado Parque do Abraão, na região continental de Florianópolis. O parque será construído sem dinheiro públicos. O valor de R$ 1,6 milhão será investido pela construtora Cyrela, em função de decisão judicial elaborada por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). O problema é o destino das oito famílias que residem na área de 20 mil m². Elas ganharão casas geminadas no mesmo terreno, mas algumas precisarão ser deslocadas durante os 18 meses da obra. Além de pista para corridas e caminhadas, o futuro parque terá parque infantil, quadras de esportes, estacionamento e academia ao ar livre.

Comunidade do Abraão espera pelo parque desde 2013; obra será feita por meio de um TAC - Daniel Queiroz/ND
Comunidade do Abraão espera pelo parque desde 2013; obra será feita por meio de um TAC - Daniel Queiroz/ND


Moradora da área ao lado do antigo campo de futebol da Amba (Associação dos Moradores do Abraão), a família da dona de casa Mara Beatriz Barros de Oliveira, 59 anos, deve receber quatro das oito residências. “Temos uma reunião na Defensoria Pública no próximo dia 17 e estamos aguardando mais informações sobre o aluguel social, que deve ser pago enquanto as casas não ficam prontas. Diferente do que comentam, nós não invadimos essa área e, sim, compramos de um senhor que já morreu. Temos o contrato de compra e venda”, disse Mara, natural de Chapecó.

O secretário do Continente, Edinho Lemos, informou que a decisão judicial obriga que as casas sejam construídas antes do parque, pois algumas famílias estão em situação de vulnerabilidade social, pelo estado das moradias. De acordo com o secretário, apenas algumas famílias precisarão ser deslocadas para o início da construção. “O aluguel social deve ser pago a duas ou três famílias pela Superintendência de Habitação. A intenção é que enquanto o canteiro de obras é montado, as famílias serão deslocadas para outros imóveis simultaneamente. As casas ficarão ao lado de uma estação da Casan, na rua João Meirelles”, afirmou. Cada uma das casas geminadas deve ter 54 m² de área construída.

Construtora aguarda a liberação do terreno

O sócio-diretor da Ruma Engenharia, Rafael José Zandavalli, informou que o contrato prevê prazo de 18 meses, mas ele pretende executar a obra entre dez e 12 meses, mas depende de algumas condicionantes. A principal é a retirada das oito famílias que serão beneficiadas com casas geminadas.

“Para otimizar os custos, o ideal é começar as obras das casas e do parque ao mesmo tempo. Esperamos pela retirada das famílias para começar a construção, para evitar paralisações e um custo desnecessário. Ainda precisamos conversar alguns detalhes com a Secretaria do Continente”, disse. A assessoria de imprensa da Superintendência de Habitação informou que aguarda a Secretaria do Continente enviar as informações para incluir as famílias no aluguel social.

Família de Mara deve receber quatro casas no terreno do parque - Daniel Queiroz/ND
Família de Mara deve receber quatro casas no terreno do parque - Daniel Queiroz/ND


Projeto foi readequado para evitar novos atrasos

O presidente da Amba, Paulo José Rodrigues, disse que a comunidade aguarda pelo parque desde 2013. O primeiro projeto previa um parque maior e mais estruturado, mas para evitar a espera pelas licenças e liberações da União, em função do terreno em faixa de marinha, a área de lazer foi readequada.

“O parque já deveria estar pronto desde 2014, mas a prefeitura, à época, não deu o encaminhamento ao projeto. Em função desta demora também e por não adiar mais uma vez em função das licenças da União, não teremos a pista de skate e nem a ligação à beira-mar com o bairro Bom Abrigo como previa o projeto original. Entendemos que aguardar pelo posicionamento da União tornaria inviável a execução do projeto neste momento e a comunidade aguarda por esta área de lazer”, afirmou Rodrigues. O secretário Edinho Lemos informou que a construção de um deque à beira-mar ligando o Bom Abrigo deve ser incluída em uma segunda etapa do Parque do Abraão.

Publicidade

2 Comentários

Publicidade
Publicidade