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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Com alta do dólar, ceia de Natal com produtos importados deve ficar até 30% mais cara

Variação cambial acaba elevando preços dos produtos importados usados nas ceias

Elaine Stepanski
Florianópolis
Marco Santiago/ND
Preços dos vinhos importados subiram 24,3% nos últimos 12 meses por causa do dólar


Quem gosta de fazer uma ceia de natal caprichada ou uma boa confraternização de Ano Novo precisará tomar alguns cuidados para que as festas não pesem tanto no bolso. Isso porque com a alta do dólar – cerca de 60% desde outubro do ano passado –, os produtos importados ficaram mais caros. E a estimativas da ABBA (Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Bebidas e Alimentos) é de que até fim do ano este aumento repassado aos produtos chegue a 30% se comparado com o mesmo período de 2014. Já a queda nas vendas entre bebidas e alimentos importados deve chegar a 10%.
A variação do câmbio refletiu principalmente no preço do vinho. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 24,3%. E quem trabalha no ramo está preparado para novos reajustes. “O reflexo da alta dos preços é principalmente nos importados. Tivemos um reajuste em outubro de 10%, e a cada importação sentimos novos aumentos. No caso dos vinhos é um grande complicador, já que 80% do consumo brasileiro são dos importados. Por sua vez, o consumo de espumantes nacionais é de 80%”, ressalta o dono da Essen Vinhos, Nelson Essenburg. Entre outros itens que ficaram mais caros, estão as frutas secas e espumantes.
Com o dólar em alta, os produtos nacionais ganham mais espaço, apesar de também estarem mais caros. Segundo Essenburg, no início de dezembro o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subirá para itens nacionais e importados. Com o novo modelo, será cobrada uma alíquota dependendo do tipo de bebida e não terá mais teto. Por isso, uma das dicas para quem não quer deixar de fora os vinhos da lista de fim de ano é apostar nas compras antecipadas.

 

Substituição de marcas é alternativa

Mesmo com o aumento dos preços nos produtos importados é possível economizar ao fazer as compras para as ceias natalinas. No caso dos vinhos, o consumidor pode experimentar uma bebida no valor mais compatível com o seu orçamento. “Há vinhos para todos os gostos e preços. Vinhos de R$ 30 até R$ 7 mil”, conta o dono da Essen Vinhos, Nelson Essenburg. "O consumidor pode buscar marcas mais baratas para não elevar o valor. Resta ainda a alternativa de trazer bebida de fora para quem vem de viagem do exterior”, sugere o economista Luiz Augusto Araújo.

No caso do peru da ceia de natal, ele pode ser substituído pelo chester, mais barato. Uma alternativa é reduzir o consumo de panetone, que tem o trigo cotado em dólar, para reduzir gastos. Araújo aconselha pesquisar produtos nos diferentes locais de venda – principalmente no caso dos importados.

Pesquisar preços e verificar as melhores formas de pagamento e desconto no pagamento à vista também são boas dicas. “Comprar à vista é sempre uma boa medida, especialmente quando os juros estão nas nuvens. É o nosso caso no momento”, avalia. Ainda assim, o economista é otimista quanto à elevação de preços. “A maior parte das encomendas para o Natal foram feitas quando o dólar estava abaixo de R$ 3,50. Os comerciantes não possuem muita margem para repassar os novos valores do dólar integralmente, sob pena de os consumidores deixarem de comprar numa intensidade maior. Resumindo, a demanda baixa e as compras antecipadas explicam o menor repasse aos preços do impacto cambial deste ano”, finaliza.

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