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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Governador de Santa Catarina quer romper contrato de restauração da ponte Hercílio Luz

Atrasos no cronograma desagradaram Raimundo Colombo, que tem a obra como prioridade

Fábio Bispo
Florianópolis

O governador Raimundo Colombo busca meios jurídicos para romper o contrato de restauração da ponte Hercílio Luz com o consórcio Florianópolis Monumento (CSA Group e Espaço Aberto). Na sexta-feira (21), Colombo demonstrou pela primeira vez insatisfação com o andamento das obras, que estão atrasadas, como mostrou o Notícias do Dia na edição de 18 de fevereiro. A restauração não deve mais ser concluída até o fim do ano, quando termina o prazo estabelecido em contrato. Esta é a segunda etapa da obra, que prevê a suspensão do vão central para reposição das barras de olhais.

 

Flávio Tin/ND
Ritmo lento. Restauração está na segunda etapa, com a construção das plataformas que sustentarão o vão central

 

O rompimento com a construtora que executa o restauro deve paralisar mais uma vez os trabalhos na ponte. Mas, segundo a assessoria do governador, Colombo avalia as possibilidades para que os trabalhos sejam retomados o mais rápido possível, ou por meio de contrato emergencial ou por nova licitação. Durante evento na Fiesc, sexta-feira, Colombo afirmou que a empresa não está cumprindo com o cronograma, e estabeleceu o dia 5 de março como prazo limite para definir o rompimento do contrato.
A construção das plataformas que deveriam alcançar o vão central ainda no primeiro semestre deste ano está atrasada. Pelo ritmo dos trabalhos, seria impossível cumprir com o contrato ainda este ano.

 

Deinfra trabalha com possibilidade de atraso

“É uma obra muito complexa em termos de engenharia, estamos analisando esta possibilidade, ainda”, disse o presidente do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), Paulo Meller. Segundo ele, mesmo que outra empresa assumisse os trabalhos de restauração na ponte, com o andamento atual do cronograma seria impossível concluir o restauro no prazo.

Na semana passada, o engenheiro responsável pela obra, Wenceslau Diotallevy, confirmou atrasos no cronograma, mas ponderou que diferentemente do que se pode imaginar, os atrasos aconteceram por falta de condições de trabalho, que muitas vezes é feito dentro do mar. “É preciso prezar pela segurança da obra”, justificou.

Esta não é a primeira obra em que o governador Raimundo Colombo pede o rompimento com a construtora Espaço Aberto. A empreiteira realizava as obras do novo acesso ao aeroporto Hercílio Luz, e foi desqualificada por não cumprimento do cronograma.

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