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Ciro Gomes defende proposta de tirar 63 milhões de pessoas do SPC

Segundo ele, o projeto para o governo financiar as dívidas dos devedores é “perfeitamente praticável”

Redação ND
Florianópolis
21/08/2018 às 20H28
Ciro Gomes em entrevista na Record TV - Record TV
Ciro Gomes em entrevista na Record TV - Record TV

O candidato pelo PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, foi o entrevistado de ontem na Record TV. O pedetista falou sobre seus planos para a segurança pública do país, as propostas para a alavancar a economia do país e a crise institucional pela qual o Brasil passa.

Questionado sobre o seu mandato como deputado federal entre 2007 e 2010, em que faltou a 44% das sessões e não apresentou nenhum projeto de lei, Ciro disse que aquele não foi o seu melhor momento. “Eu não fui trabalhar (na Câmara) por que eu estava trabalhando. A minha vocação não é o parlamento”, afirmou.

Diante da crise na segurança pública em todo o país e, especialmente no Rio de Janeiro, Ciro defendeu uma “outra forma de atacar o problema da segurança no país”. De acordo com ele, a forma moderna de se combater o narcotráfico e as facções criminosas é com inteligência e tecnologia.

“É preciso mapear a cabeça do crime organizado e cortá-la. Fazer todo procedimento da investigação até a prisão ser responsabilidade do governo federal”, ponderou.

Na área econômica, o candidato foi questionado sobre sua proposta para retirar 63 milhões de cidadãos do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Segundo ele, o projeto para o governo financiar as dívidas dos devedores é “perfeitamente praticável”.

“Estou estudando como reativar a economia brasileira, e um dos motores mais importantes é o consumo das famílias”, disse Ciro. Caso seja eleito, ele deverá criar um tributo para grandes transações financeiras como forma de “superar o gravíssimo problema do colapso das contas públicas brasileiras”.

Diante da prisão do ex-presidente Lula e dos impactos da Operação Lava Jato, Ciro afirmou que o Brasil vive hoje “um estado de certa baderna institucional, por que o poder político desmoralizou-se”. Ele criticou o processo da prisão de Lula e a espetacularização de todas as etapas do julgamento do ex-presidente.

Questionado sobre a atuação das instituições no país, Ciro afirmou que “a politização do judiciário brasileiro até as pedras do caminho estão vendo”.

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