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Mesmo com chuva, fiéis manifestam sua fé na Procissão do Senhor dos Passos

Tradição religiosa reuniu cerca de 50 mil pessoas mesmo com o mau tempo

Dariele Gomes
Florianópolis
26/04/2017 às 14H06

A fé dos fiéis foi maior que o mau tempo deste domingo (2) e a chuva não impediu que a Procissão Senhor dos Passos fosse um ato cheio de emoção. Segundo informações da Polícia Militar, a Procissão que é tradição em Florianópolis, reuniu 50 mil pessoas, que com guarda-chuvas e capas se protegeram da chuva e seguiram firmes durante todo o ato. Fiéis com imagens de santos, flores, velas e fotografias já aguardavam com antecedência o evento religioso começar em frente à Catedral Metropolitana de Florianópolis. 

O encontro das imagens em frente à Catedral Metropolitana foi um dos momentos principais da Procissão - Dariele Gomes
O encontro das imagens em frente à Catedral Metropolitana foi um dos momentos principais da Procissão - Dariele Gomes



Ao som de cantos e ao soar dos sinos, o evento de domingo iniciou por volta das 16h10, quando a caminhada que carregou e seguiu a imagem do Senhor, saiu da Catedral pela rua Tenente Silveira, passando pelas ruas Deodoro e Conselheiro Mafra, retornando em frente à Catedral.  O momento ápice da Procissão se deu neste retorno, quando houve o encontro das imagens do Senhor Jesus dos Passos e Nossa Senhora das Dores, considerados pelos cristãos, o encontro entre mãe e filho, momento que emocionou a todos.

Entre muitas orações, a 251ª edição reuniu de crianças a idosos, todos movidos pela fé. Houve muitos pedidos de olhar ao próximo, de orientação e luz aos políticos de todo Brasil e foram lembrados os passos de Senhor, que vem salvando o mundo. De acordo com o coordenador da Procissão deste ano, Rogério João Lauriano, os ritos foram cuidadosamente respeitados para que a tradição pudesse ser mantida. “São pedidos e agradecimentos. Um grande ato de fé e de amor à humanidade”, disse ele.

Por volta das 18 horas, a multidão seguiu até a Capela Menino Deus, no Imperial Hospital de Caridade. A vovó Andréa Maria Amorim, de 47 anos, moradora de Biguaçu, levou a neta Julia de Souza Rosa, de 6 anos, para participar da Procissão. “Nós viemos pagar uma promessa. Já participo há 4 anos, e vamos seguir com a Procissão pelos próximos anos. Sou muito grata. Hoje eu vim só agradecer”, diz a  avó.

Mesmo com chuva, centenas de fiéis acompanharam o evento neste domingo - Flávio Tin/ND
Mesmo com chuva, centenas de fiéis aguardavam o início do evento neste domingo - Flávio Tin/ND



A tarde de domingo, foi marcada por períodos de sol, intercalados com pancadas de chuva, mas quem estava presente na procissão destacou que a fé é mais importante do que o fato de ser molhar na chuva. Alguns, sorrindo, perguntaram se de fato havia chovido, mostrando que não se importaram com o mau tempo. “Venho participar da Procissão há pelo menos 20 anos. Trouxe uma vela, a chuva quer apagar, mas não vai conseguir. Vim de ônibus lá de Barreiros, e enquanto tiver saúde farei a minha parte de agradecimento”, diz a aposentada Marlene Bizerra, de 65 anos.

Já para a aposentada Neusa Vieira, de 63 anos, a cura de um câncer no irmão foi o que motivou ela participar, mesmo com chuva, e agradecer a graça atendida. “Tenho muita fé. Pedir faz parte de nós que temos fé, mas precisamos aprender a agradecer. Meu irmão se curou e eu sou grata ao Senhor”, diz a senhora, em lágrimas.

Marlene Bizerra, de 65 anos, veio de São José para acompanhar a procissão - Flávio Tin/ND
Marlene Bizerra, de 65 anos, veio de São José para acompanhar a procissão - Flávio Tin/ND



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