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Chacina: Vestígios deixados na cena do crime ajudaram a identificar criminosos

IGP afirma que análises das marcas encontradas pela perícia estão contribuindo para investigação de crime que ocorreu em Florianópolis

Redação ND
Florianópolis
13/08/2018 às 18H22
IGP e Delegacia de Homicídios foram acionados para o local - Paulo Muller/RICTV
IGP e Delegacia de Homicídios foram acionados para o local - Paulo Muller/RICTV


Os vestígios deixados por três criminosos no local da chacina que ocorreu em 5 de julho, em Canasvieiras, no Norte da Ilha, foram fundamentais para a identificação deles. Dois suspeitos foram presos no fim de semana e um continua foragido. Segundo o (IGP) Instituto Geral de Perícias, "as análises das marcas estão sendo fundamentais na investigação". 

Os exames também confirmaram que os corpos foram embebidos por gasolina e que o álcool presente na gasolina ficou retido dos pulmões das vítimas. "O resultando dos exames feitos nas amostras coletadas nas vítimas apontou presença de acelerante (álcool) em todos os corpos", divulgou o IGP.

Os dois homens presos na sexta (10) e no sábado (11), respectivamente, em Santana do Livramento (RS) e no bairro Potecas - em São José, residem no Norte da Ilha e pelo menos um tem antecedente criminal. O responsável pela Delegacia de Homicídios, delegado Ênio de Oliveira Matos, disse que a motivação para os cinco estrangulamentos foi vingança por questão financeira. Com idades entre 21 anos e 25 anos, os dois homens, que não tiveram as identidades reveladas, estão com mandado de prisão temporária de 30 dias. A Polícia Civil trabalha na identificação do terceiro suspeito de ter participado do crime.

As vítimas foram identificadas como Paulo Gaspar Lemos (78), Katya Gaspar Lemos (50), Leandro Gaspar Lemos (44), Paulo Gaspar Lemos Junior (51) e Ricardo Lora (39). “A motivação foi vingança por questão financeira e medo de ameaças. Um dos três foi o responsável em planejar a ação e era conhecido da família. Eles tinham mais interesse no filho (Leandro), mas acabaram com todos. Eles pensaram da seguinte maneira, ‘acabaram com a nossa família financeiramente, agora chegou a de vocês’”, conta o delegado.

Segundo Ênio, o homem preso em Potecas afirmou que praticou o crime por asfixia, porque aprendeu assistindo a filmes na televisão. Já o homem detido no Rio Grande do Sul será transferido nesta semana. Um dos principais argumentos da Polícia Civil para apontar a motivação do crime é porque nenhuma das vítimas e nem os objetos materiais no hotel foram roubados.

Um dos presos também é o credor. “O crime tem motivo por cambalacho financeiro. Prometer e não cumprir. Não pagar a conta. Essa dívida é a mais recente e um dos autores é o credor e sabia dos outros débitos da família, que não pagava as contas. As investigações continuam”, promete o delegado.

Por telefone, Ênio deixou escapar que, pelo menos um dos detidos, tem antecedente criminal, mas o delegado não quis informar o artigo do Código Penal.

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