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Chacina em Canasvieiras: MP denuncia três por homicídio, furto, roubo e fraude processual

Justiça recebeu denúncia e converteu as prisões que até então eram temporárias por preventivas - cujo tempo é indefinido

Schirlei Alves
Florianópolis
06/09/2018 às 22H38

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou os três suspeitos da chacina que vitimou quatro pessoas da família Gaspar Lemos e um funcionário pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, furto qualificado, roubo majorado e fraude processual. O trio confirmou participação no crime.

Cinco pessoas foram mortas no Residencial Venice Beach - Daniel Queiroz/ND
Cinco pessoas foram mortas no Residencial Venice Beach - Daniel Queiroz/ND

Além de receber a denúncia, o juiz Marcelo Volpato de Souza, da Vara do Tribunal do Júri da Capital, converteu as prisões temporárias em preventivas - cujo tempo de prisão é indeterminado, e destacou como justificativa o nível de periculosidade dos acusados, tamanha foi a "brutalidade com que foram cometidas as ações criminosas".  

A decisão assinada nesta quinta-feira (06), destaca como prova a declaração de culpa dos denunciados e as impressões digitais que foram encontradas na cena do crime e em um dos carros da família que foram roubados. Os requintes de crueldade empregados pelos criminosos, que foram desde tortura psicológica à asfixia, também foram destacadas pelo magistrado. 

"Reitero que as vítimas foram separadas umas das outras, amarradas, torturadas e mortas por asfixia, o que torna a prisão necessária para assegurar a ordem pública, absolutamente amedrontada diante dos fatos criminosos narrados", anotou Souza. 

Entenda o caso

As cinco vítimas foram encontradas com as mãos amarradas para trás no hotel da família, em Canasvieiras, no dia 5 de julho. O pai, Paulo Gaspar Lemos, 78, os filhos Leandro Gaspar Lemos, 44, Paulo Gaspar Lemos Junior, 51, Katya Gaspar Lemos, 50, e o funcionário Ricardo Lora, 39, foram mortos por asfixia. Os corpos foram encharcados com gasolina.

As vítimas permaneceram em posse dos criminosos entre 16h e meia-noite. Uma funcionário que também foi feita refém conseguiu escapar. Foi ela quem chamou a polícia no dia do crime e ajudou a reconhecer os suspeitos. O trio preso pelo crime morava em Florianópolis, sendo que um deles foi capturado em Santana do Livramento (RS), na fronteira com o Uruguai. 

A motivação do crime envolve dívida de R$ 47 mil. Um dos presos, que seria o mentor da chacina, já havia prestado serviços à família. Os Gaspar Lemos respondiam a processos que envolviam outros casos de dívidas trabalhistas tanto em Santa Catarina como em São Paulo.

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