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Sábado, 15 de Dezembro de 2018
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"Cenário brasileiro exige medidas duras", diz Colombo em São Paulo

Governador participou de encontro na associação comercial paulista

Redação ND
Florianópolis

Os desafios para enfrentar as crises política e econômica que preocupam o Brasil foram abordados pelo governador Raimundo Colombo (PSD) em reunião do Cops (Conselho Político e Social), promovido pela AC-SP (Associação Comercial de São Paulo), na manhã desta segunda-feira (16), em São Paulo. Diante do atual cenário, Colombo defendeu a necessidade de que o novo governo federal promova em caráter urgente a reforma política necessária. 

Divulgação
"Reforma política é a mãe de todas as reformas", afirmou Colombo


“A reforma política é a mãe de todas as reformas. Chegamos a um momento em que, ou se fazem as correções necessárias ou entramos em colapso. O cenário brasileiro exige medidas duras”, afirmou, acrescentando preocupação também com questões econômicas como a reforma da previdência nacional e a renegociação das dívidas dos estados com a União.

Colombo destacou ainda a importância de avançar o debate em torno da renegociação da dívida, que será tema de encontro hoje entre governadores, no Rio de Janeiro. O governo de Santa Catarina está questionando, por meio de mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal), os cálculos da União na cobrança da dívida pública.

Em sessão no dia 27 de abril, os ministros do STF começaram a avaliar o pedido, mas decidiram adiar por 60 dias o julgamento para tentar que as partes apresentem uma nova proposta em comum, mantendo durante este período as liminares já concedidas.

O evento no Rio de Janeiro será na sede do BNDES e contará com a presença de Colombo e dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB); de Alagoas, Renan Filho (PMDB) e do governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP).

Logo na primeira entrevista como ministro da Fazenda, sexta-feira, Henrique Meirelles afirmou que a União fará uma dura negociação com os Estados. Contrapartidas de ajuste fiscal serão cobradas dos governos, de acordo com o ministro.

O presidente da AC-SP, Alencar Burti, defendeu a importância da união entre empresários e lideranças políticas. “Temos que agir pensando no país e não só nos interesses quer sejam partidários ou econômicos”, afirmou.

O evento desta segunda-feira foi coordenado pelo ex-senador catarinense Jorge Konder Bornhausen.

A correção da dívida dos Estados com a União ganha ainda mais importância diante do cenário de baixa arrecadação. Santa Catarina registrou queda de arrecadação de 6% no primeiro quadrimestre de 2016 em comparação com o mesmo período do ano passado.

O resultado leva em conta um crescimento de 3,3% (Receita Líquida Disponível) e uma inflação acumulada de 9,28%. O pior resultado foi em abril, queda de 8,6%. Para 2016, a Fazenda trabalha com projeção de crescimento de apenas 1% sobre o ano passado.

“A situação dos Estados é muito grave. Alguns já estão atrasando salários e pagamentos e há risco de colapso nos serviços públicos. E não existe federação se o ente mais forte não ajuda os mais fracos, o governo federal precisa ser solidário”, afirmou Raimundo Colombo.

O governador lembrou que, em Santa Catarina, o governo consegue “resistir” e manter as contas equilibradas. “Mas é preciso construir uma proposta comum para que os Estados não quebrem”, acrescentou.

Colombo ressaltou, ainda, o compromisso do governo catarinense de não aumentar impostos, mesmo diante da queda de arrecadação. “Não podemos ir por esse caminho de aumentar impostos, essa é a opção errada. Santa Catarina não fez isso e nem fará”, defendeu.

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