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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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CCJ não deve concluir votação e cassação de Cunha ficará para agosto

Eleição do sucessor de Cunha deve encerrar o semestre e enterrar as chances de análise do caso ainda neste mês

Folha de São Paulo

DÉBORA ÁLVARES

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A sessão para votar a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ficará só para agosto, avaliam aliados. Com uma fila imensa de discussão, a Comissão de Constituição e Justiça não deverá finalizar a votação nesta terça-feira (12). Além disso, a eleição do sucessor do peemedebista nesta quarta-feira (13) deve encerrar o semestre e enterrar as chances de análise do caso ainda em julho.

Com a renúncia da Presidência da Casa, na última quinta-feira (7), o peemedebista conseguiu ganhar tempo na CCJ.

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados/ND
Cunha ganhou tempo após renúncia

 

Havia uma sessão marcada para esta segunda-feira (11), na qual deveria ser analisado o parecer do Ronaldo Fonseca (Pros-DF) sobre seu recurso que questiona pontos da tramitação do processo no Conselho de Ética.

Com a renúncia, o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), contudo, remarcou a reunião para terça (12), às 14h. Fonseca não acredita que haverá tempo hábil para votar o parecer.

Isso porque, na sessão de amanhã, o acusado terá cerca de 2h20 para fazer sua defesa -mesmo tempo que o relator levou para ler seu parecer na última semana. Em seguida, abre-se para discussão. Já são mais de 30 deputados inscritos, cada um com direito a 15 minutos de fala.

Ao final, relator e defesa tem, cada um, mais 20 minutos para mais considerações. Sem contar tempos de lideranças, sempre concedidos em tais ocasiões, mais os bate-bocas comuns nas sessões que tratam da cassação do ex-presidente da Casa.

O líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), chegou a recolher assinaturas nesta segunda e apresentar um requerimento tentando antecipar a reunião. A ideia era iniciar a sessão às 10h, contudo, a secretaria do colegiado não aceitou o pedido sob o argumento de que não haveria tempo hábil para a convocação.

A expectativa é que a sessão da CCJ dure horas e acabe encerrada com o início da ordem do dia no plenário. Um grupo ainda tenta acordo para que não se iniciem votações enquanto a comissão não terminar de analisar o caso de Cunha, o que poderia levar a tarde inteira e entrar pela madrugada.

Assim, esse semestre já é dado por encerrado para o caso para aliados e adversários de Cunha. Embora o presidente da comissão diga que vai convocar sessão para quarta (13) e quinta (14), não haverá, sabem, disposição e atenção ao assunto devido à eleição para a presidência da Casa.

Cunha teve pressa em articular um nome de sua confiança para concorrer ao cargo. Nesta segunda, líder do PSD, Rogério Rosso (DF), confirmou sua candidatura.

Para o peemedebista, ter um aliado no comando da Câmara quando sua cassação for ao plenário pode ser de grande valia. Cabe ao presidente não só a convocação e a escolha da pauta, mas também a determinação do tempo de votação e o encerramento das discussões.

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