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Cavalgada na praia do Moçambique e parque do Rio Vermelho passa por dunas e trilhas

Passeio é oferecido por haras da região e tem duração de duas horas

Tata Fromholz, especial para o ND
Florianópolis
26/08/2017 às 14H16
A extensa praia do Moçambique é percorrida a cavalo. Passeio também é oferecido em noites de lua cheia - Arthur dos Santos/Divulgação/ND
A extensa praia do Moçambique é percorrida a cavalo. Passeio também é oferecido em noites de lua cheia - Arthur dos Santos/Divulgação/ND



Muita gente visita Florianópolis por causa do mar. São 42 praias com perfis variados. Tem as boas para o surfe, aquelas para ir com crianças, as da paquera e as do agito, mais uma chama a atenção por ser praticamente intocada e ser conhecida como a maior dentre todas, com um pouco mais de oito quilômetros de areias brancas e macias: a praia do Moçambique. Vizinha da Barra da Lagoa, ela está situada dentro do Parque Florestal do Rio Vermelho, que também faz parte de um roteiro diferente, feito à cavalo.

A cavalgada compreende dunas, trilhas e a praia. Quem nunca teve a oportunidade de andar a cavalo pode até sentir receio, mas a sensação logo passa. Os 20 animais, todos da raça Mangalarga Marchador, têm temperamento dócil e são bem treinados. Só andam em grupo e qualquer pessoa, sem conhecimento em equitação, consegue controlá-los seguindo apenas os comandos repassados pelo guia e um dos proprietários do haras que oferece o passeio, Arthur dos Santos. Ele, que começou a cavalgar aos dois anos, percebeu que a paixão da família, que era usufruir da companhia dos animais, poderia ser oferecida também aos visitantes. Criadores da raça há doze anos, há dois organizou os passeios que acontecem de terça a domingo e também contam com edições temáticas, como a cavalgada no amanhecer e a da lua cheia, que ocorrerá no final de semana do dia 5 e 6 de setembro.

O passeio pode ser feito por toda a família, sem distinção de idade, mas é claro que são as crianças quem mais se encantam com os animais. Minha filha Catarina, de seis anos, foi parceira no passeio e ficou eufórica ao ter pra ela a égua Encantada. Pedro Henrique, um de nossos acompanhantes cavalga desde os três anos. Vizinho do haras, ficava sempre observando os cavalos serem selados e um dia a mãe o autorizou a acompanhar o passeio. Há dois anos, ele é o mascote dos grupos. Quem não é acostumado a cavalgar sente no início uma sensação estranha de sacolejo, que aos poucos vira um molejo e após as duas horas trotando, nem percebe mais o movimento. A engenheira civil Adriana Menezes estava acompanhada da mãe e do filho de 4 anos e não era a primeira vez que eles faziam a cavalgada. “É um passeio muito relaxante. Só de ver essa natureza e estar em contato com os cavalos já dá uma tranquilidade”.

Cavalgada pode ser feita por adultos e crianças e não precisa prática - Marcos Felipe/RICSC/ND
Cavalgada pode ser feita por adultos e crianças e não precisa prática - Marcos Felipe/RICSC/ND



Passeio pelo parque e histórias no trajeto

Além de desbravar a praia de Moçambique, o passeio percorre um dos parques estaduais que é praticamente desconhecido para a população. Criado há dez anos, o parque estadual do Rio Vermelho é administrado pela Fatma (Fundação do Meio Ambiente) e logo na sua criação, quando ainda era reserva florestal, teve uma parte da sua área de quase 1.600 hectares usada para o desenvolvimento de espécies exóticas, como pinus e eucaliptos. Atualmente, 35% da área total está coberta por essa vegetação. Um acordo feito com o parque por onde a cavalgada acontece estabelece que não se pode sair do trecho estabelecido, assim como é proibido deixar qualquer lixo no local.

Quase todo o percurso é feito em cima das dunas e o que muda é a vegetação, ora rasteira, ora pinheiros e árvores enormes. A medida em que os cavalos vão seguindo o caminho, a sensação de paz do local invade e o que era um mero passeio vira algo terapêutico.
Algumas histórias e experiências foram compartilhadas no trajeto, como a de José Bonifácio, pai de Arthur. Foi ele quem iniciou o haras e a criação dos animais e uma vez cavalgou de Florianópolis a Belo Horizonte. A viagem foi planejada em dois anos, com um roteiro montado pela internet e a intenção foi reviver um pouco os caminhos que os tropeiros faziam em suas andanças. Junto com mais dois companheiros e a companhia de dois cavalos para cada, que se revezavam no percurso, e mais um motorhome adaptado, a aventura durou 73 dias.

Serviço:

Haras Ypê
Rod. João Gualberto Soares, 7537 - São João do Rio Vermelho, Florianópolis, tel: (48) 98493-9653. Os passeios com duração de duas horas custam
R$ 65, por pessoa.

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