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Catarinense preso na Venezuela afirma que está seguro e que não se envolve em política

Ele escreveu um desabafo nas redes sociais um dia após ser liberado do país

Redação ND
Florianópolis
08/01/2018 às 13H47

O catarinense Jonatan Moisés Diniz, 31 anos, que ficou preso na Venezuela acusado de pertencer a uma organização criminosa com outros três venezuelanos no Estado de Vargas, foi libertado e se manifestou pelas redes sociais sobre o caso.

Ele começa o relato afirmando que é um “caso complicado de explicar” e conta que foi para a Venezuela prela primeira vez em 2016 como mochileiro e ficou seis dias no território Venezuelano.

Catarinense preso na Venezuela escreveu desabafo nas redes sociais - Arquivo pessoal/Reprodução Facebook
Catarinense preso na Venezuela escreveu desabafo nas redes sociais - Arquivo pessoal/Reprodução Facebook


Semanas seguintes à sua viagem ele disse que se apaixonou por uma Venezuelana, namorou com ela por um ano e depois do término do namoro resolveu viver no país, por três meses entre maio e agosto de 2017, e participou de diversos projetos voluntários.

Neste período ele conta participou de protestos e chorou pelas notícias e mortes que acompanhava no país. “Odiei muito Maduro nesse tempo por todas as bombas lacrimógenas que tive que respirar e sim, vi muita barbaridade tanto de um lado quanto do outro”, relata.

>> Catarinense que foi preso na Venezuela é solto

No fim deste ano, ele resolveu voltar à Venezuela e doar parte do seu dinheiro para iniciar um projeto para doar roupas, comidas, brinquedos e tentar mudar a realidade das pessoas que vivem em dificuldade no país. Neste período que ele foi detido, mas não detalha como isso aconteceu.

No fim do relato, Diniz ressalta que não se envolve com política, agradece o apoio das pessoas e pede privacidade, afirma que não quer ser chamado para entrevistas e que se reserva ao direito de manter sigilo de onde está ou para onde vai, mas garante que está bem e em segurança.

>> Confira o relato completo do brasileiro:

Opositor ao regime

O brasileiro foi libertado neste sábado (6) e saiu do país em um avião com destino a Miami, nos EUA. Ele havia sido capturado pelo Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência, a polícia política da ditadura de Nicolás Maduro) e estava na prisão da sede da agência, em Caracas, conhecida por abrigar opositores ao regime.

Ele havia sido encarcerado sob a acusação de pertencer a uma organização criminosa com outros três venezuelanos no Estado de Vargas (Norte). A prisão foi anunciada pelo número dois do chavismo, Diosdado Cabello. 

O Brasil só havia sido informado pelas autoridades venezuelanas sobre o paradeiro de Diniz na sexta (5). Desde então, intensificou sua ação junto à ditadura chavista, enquanto conversava com familiares do brasileiro.

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