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Casos de chikungunya no Mato Grosso aumentam 3,5 vezes este ano

Número preocupa os moradores que devem tomar o dobro do cuidado para a prevenção contra o mosquito transmissor

Agência Brasil
Brasília (DF)
20/10/2018 às 14H59

O número de casos de  chikungunya no Mato Grosso aumentou 3,5 vezes entre janeiro e outubro de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, entre  janeiro e outubro, 14 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus da chikungunya. Nesta semana, a produtora cultural Naiane Vidal, 35 anos, morreu em Cuiabá vítima da doença.

Mosquito Aedes aegypti transmite o zika vírus - Agência Brasil/Divulgação
Aedes aegypti é o mosquito transmissor da chikungunya, da zika e da dengue - Agência Brasil/Divulgação


A  coordenadora de vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Mato Grosso, Alessandra Moraes, explicou que a chikungunya pode potencializar outras doenças preexistentes nos pacientes. “Essa paciente [a produtora cultural que morreu], tinha uma diabetes. A chikungunya tende a potencializar esse quadro, o que acaba agravando a saúde da pessoa e pode levar a óbito”, disse.

Criadouro

Alessandra diz que a época de chuvas e muito calor preocupa, pois esse ambiente favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, da zika e da dengue. Nos últimos meses, Mato Grosso conseguiu reduzir de forma significativa o número de casos de zika e dengue. De janeiro a outubro, a contaminação por zika caiu 61% e, por dengue, 29%, em relação ao mesmo período do ano passado.

“A maioria dos criadouros estão concentrados em imóveis particulares, residência. A população precisa se engajar e ter a consciência de que ela também é coparceira do estado dentro desse processo”, disse a coordenadora.

Para reduzir o número de casos de chikungunya, a Secretaria Estadual de Saúde intensificou as reuniões com as secretarias municipais e os cursos de formação dos profissionais de saúde. 

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