Publicidade
Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 19º C

Casas interditadas no Morro da Mariquinha serão demolidas nesta terça-feira (3)

A demolição acontece a partir das 9h, se não chover

Saraga Schiestl
Florianópolis
Rosane Lima/ND
Maria Gorete visita o que sobrou de sua casa atingida por desmoronamento

As cinco edificações interditadas em 13 de dezembro depois de um desmoronamento de pedras e terra no Morro da Mariquinha, Cento de Florianópolis, serão demolidas a partir das 9h de terça-feira (3), se não chover. A Defesa Civil fará a destruição total das casas que não têm mais condições de serem habitadas. No total, foram interditadas 14 edificações, todas abaladas de alguma maneira pelo impacto da queda das pedras e do barro. 

O estudo geológico que deve ser feito para determinar a gravidade do estrago causado pelo desmoronamento ainda não começou no Morro da Mariquinha. De acordo com o chefe da Defesa Civil de Florianópolis, Luiz Machado, a demora se dá porque ainda não foram recebidos todos os orçamentos das empresas. “Devemos contratar a empresa até a primeira quinzena de janeiro”, assegurou Machado, que acredita ser rápido o processo de realização do estudo. Durante o fim de semana, a comunidade do Morro da Mariquinha ficou atenta a situação do morro. Com a chuva forte, a água brotava entre uma fenda na nas calçadas, deixando ainda mais apreensivos os moradores que vivem nos arredores da área impactada pelo acidente. 


Vila Aparecida

Na Vila Aparecida, região continental de Florianópolis, atingida por outro desmoronamento de pedras no dia 24 de dezembro, fez com que uma casa tivesse sua estrutura danificada depois de uma explosão de pedras, necessária para retirada da pedra que caiu. Na casa onde morava a dona de casa Maria Gorete Pereira, 43, parte dos móveis que ruiu durante ainda estão espalhados pelo assoalho quebrado. “O que eu quero é que reconstruam minha casa, porque eu não vou trazer minha família para morar aqui de qualquer jeito”, contou a moradora que agora está com a família de 11 pessoas vivendo improvisadamente na casa do irmão.

“Queremos receber o aluguel social de R$ 300 para ajudar meu irmão a nos manter na casa dele”, disse. O chefe da Defesa Civil de Florianópolis, Luiz Machado, explica que por enquanto, nada poderá ser feito já que não há consenso entre a família atingida e a Prefeitura. “Nós nos propusemos a arrumar o estrago”, confirmou Machado.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade