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Casa de Câmara e Cadeia pode virar presente de Natal para comunidade

Prefeitura deve entregar espaço restaurado no próximo dia 27 de agosto para instalação do Museu de Florianópolis

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
06/08/2018 às 21H56

Restaurada com objetivo de ser um marco na museologia de Santa Catarina, a Casa de Câmara e Cadeia pode ser o presente de Natal da Prefeitura de Florianópolis para a comunidade. Essa é a intenção do prefeito Gean Loureiro (MDB), após marcar para o dia 27 de agosto a entrega do prédio histórico totalmente restaurado que sediará o Museu da Cidade.

A restauração está em fase final e até a nova data de entrega prevista serão 13 dias de trabalhos. De acordo com o secretário de Esporte, Cultura e Lazer da Capital, Márcio Alves, as atividades estarão concentradas na finalização da área externa, das calçadas e do prédio anexo, que contará com banheiros e estrutura de acessibilidade, uma exigência atual dos prédios públicos.

Em ritmo lento, obras da Casa de Câmara e Cadeia têm prazo de mais 60 dias. Local abrigará o Museu da Cidade - Marco Santiago/ND
Em ritmo lento, obras da Casa de Câmara e Cadeia têm prazo de mais 60 dias. Local abrigará o Museu da Cidade - Marco Santiago/ND


Indagado sobre a possibilidade do novo prazo de entrega não ser cumprido, Alves justifica: “Trabalhamos com esse prazo porque o compromisso da empresa responsável é de entrega nessa data”. Apesar da proximidade, o secretário acredita que o prazo será cumprido. “O elevador já está no local, mas é preciso instalar e regular. O anexo é uma estrutura feita em aço e vidro [tipo blindex], então falta colocar os vidros e instalar o piso dos banheiros, que serão cinco, pois o restauro obedece ao projeto original e, naquela época (1780), não havia banheiros no prédio”, relata.

Alves destaca também que todas as autorizações e licenças necessárias para o funcionamento do museu, que são de responsabilidade da prefeitura, estão em andamento e não deverão atrasar a abertura ao público após o trabalho de museologia que será feito pelo Sesc (Serviço Social do Comércio). “Trabalhamos com a grande expectativa de abrir o Museu da Cidade antes do Natal para ser o grande presente para a cidade“, estima.

Processo de restauro

As obras de restauração da Casa de Câmara e Cadeia começaram em setembro de 2014, com previsão inicial de entrega para março de 2016. Desde então, a data de entrega foi remarcada por quatro vezes. O processo de restauro sofreu com inúmeros problemas, como escavações arqueológicas, falta de recursos e pagamentos para a empresa responsável até ser paralisado no segundo semestre de 2016 e retomado em junho de 2017. Com o abandono, a obra chegou a ser invadida por vândalos e moradores de rua, que roubaram a fiação elétrica.

“Quando assumimos a prefeitura, tivemos que chamar a empresa para negociar e mobilizar novamente os trabalhadores”, lembra o secretário Márcio Alves. Desde então, uma comissão com representação da sociedade civil, como Iphan, Ipuf e Secretaria de Cultura, para acompanhar os trabalhos de perto. “Não é algo que acontece longe dos nossos olhos. Queremos que seja um museu de primeiro mundo”, define. As obras consumiram cerca de R$ 7,5 milhões, dos quais R$ 4,6 milhões são recursos federais e R$ 2,9 milhões da prefeitura.

Sesc aguarda entrega com ansiedade

O Sesc venceu a licitação para explorar o local por 20 anos com a criação do Museu da Cidade e será responsável pela curadoria do material que estará em exposição. Apesar da expectativa otimista da prefeitura, não há como garantir que o processo de museologia estará concluído para abertura ao público antes do Natal.

“Estamos ansiosos para receber o prédio, pois acreditamos de fato que é um importante equipamento cultural para a cidade”, destacou a gerente de Cultura do Sesc, Maria Teresa Piccoli. A partir da entrega, o Sesc poderá elaborar a expografia, conjunto de técnicas que define a forma como o material histórico será exposto. Só a partir da entrega do espaço é que o Sesc poderá receber peças do acervo e promover as licitações necessárias para executar a parte final da obra.

Com 865 m², o museu vai retratar a história da Capital desde o período pré-cabralino, de forma interativa e dinâmica, com utilização de tecnologias e mídias contemporâneas. No térreo estão previstos espaços para a memória e as histórias da Casa de Câmara, exposições temporárias, reserva técnica e ambiente para ações educativas, oficinas e palestras.

O primeiro andar será destinado à exposição de longa duração, com diferentes tecnologias. Além dos banheiros, o anexo terá cafeteria, loja do museu e salas da administração.

HISTÓRICO

A Casa de Câmara e Cadeia é uma das três edificações mais antigas da cidade. Localizada junto à praça 15, no Centro, foi construída entre 1771 e 1780, com o projeto do arquiteto Tomás Francisco da Costa. No piso inferior, funcionava a cadeia, e no superior, a Assembleia Legislativa Provincial.

A cadeia foi desativada em 1930, com a inauguração da penitenciária na Agronômica, e o prédio ficou ocupado pelo Legislativo até 2005, quando a Câmara de Vereadores mudou-se para o prédio da rua Anita Garibaldi. O local esteve quase uma década sem utilização, desde que abrigou a Casa do Carnaval e a Casa do Papai Noel, entre 2005 e 2007.

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